Superesportes

No melhor estilo Obama, Lula avisa: "Sim, nós podemos"

postado em 01/10/2009 09:29
Luiz Roberto Magalhães
Enviado especial

Copenhague - Em uma entrevista muito concorrida no início da manhã desta quinta (1/10) em Copenhague (por volta das 3h no Brasil), no Hotel SKT Petri, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu com todos os seus argumentos a candidatura do Rio de Janeiro para as olimpíadas de 2016. Lula citou diversos fatores positivos como a boa fase da economia nacional, a descoberta do pré sal, a paixão do povo brasileiro por esportes e o fato da América do Sul nunca terem realizado uma olimpíada como armas determinantes para cativar os eleitores do Comitê Olímpico Internacional (COI) que decidirão, amanhã, na capital dinarmarquesa, qual cidade sediará os Jogos em sete anos. Além do Rio, Chicago, Madri e Tóquio estão no páreo.

[SAIBAMAIS]Lula foi o único a falar, embora estivesse acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do prefeito da capital carioca, Eduardo Paes, do ministro do Esporte, Orlando Silva, e do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e do secretário-geral do Comitê Rio-2016, Carlos Roberto Osório.

O ponto alto da entrevista aconteceu justamente no fim, quando, ao responder a última pergunta da imprensa brasileira, Lula sepultou o que Nelson Rodrigues certa vez chamou de complexo de vira-lata do povo brasileiro. Lula, no início, lembrou que houve uma época em que o Brasil entrava em uma concorrência olímpica sem a convicção de que poderia vencer. Mas isso, segundo ele, é coisa do passado. "Queremos dizer ao mundo que nós podemos", declarou o presidente, fazendo uso do famoso jargão (yes, we can) que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, usou ao longo da campanha que o conduziu à Casa Branca.

"Isso, dito por um americano, é muito bonito. Mas para os brasileiros, estamos acostumados a dizer que não podemos", disse Lula, referindo-se a uma época em que o país não se sentia em condições de concorrer com os países mais desenvolvidos. "Agora queremos dizer ao mundo que nós podemos", ressaltou o presidente brasileiro.

Outro ponto muito reforçado por Lula foi que a campanha olímpica, ao contrário do que acontece em uma eleição política no Brasil, conseguiu unir em um só objetivo todos os níveis do governo. "Não sou eu quem precisa ganhar. É o Rio de Janeiro, o Brasil e a América do Sul", destacou. "Essa é a primeira vez em que todos nós (os três níveis de governo) queremos ser o pai da criança. A olimpíada não é uma coisa de um partido ou de um governo. É um sentimento do Brasil."

Guga e César Cielo comentam candidatura do Rio

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação