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Tenistas jovens e aposentados homenageiam Safin em Paris

postado em 11/11/2009 13:10
Um ano e meio após a emocionante despedida de Gustavo Kuerten em Roland Garros 2008, Marat Safin também se retirou em Paris. Após ser derrotado por Juan Martín del Potro no palácio de Bercy, palco do Masters 1000 francês, o russo recebeu uma série de homenagens ainda em quadra, que incluíram o recebimento de um troféu e a presença de tenistas da velha e da nova geração do tênis mundial. Safin, que aos 29 anos encerrou nesta quarta-feira uma carreira que englobou dois títulos de Grand Slam e nove semanas como número um do ranking, já havia anunciado a aposentadoria em janeiro. Durante todo o ano, assim, foi sendo homenageado em vários torneios até chegar ao de Paris, do qual é tricampeão. Logo depois de ver Del Potro chegar às oitavas de final por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 5/7 e 6/4, o russo foi pego de surpresa pelos organizadores da competição. Eles convidaram antigos adversários do agora ex- atleta, como Albert Costa, Marc Rosset, Cedric Pioline e Younes El Aynaoui, todos já aposentados, para participar de uma cerimônia de despedida. "São jogadores que estavam em atividade quando eu ainda começava. Muito obrigado por terem vindo", disse o antigo número um, empunhando um microfone e sendo ovacionado pelo público. Além deles, também tenistas mais jovens, casos de Novak Djokovic e Gilles Simon, e outros mais experientes, porém ainda em atividade, como Ivo Karlovic e Tommy Robredo, fizeram questão de dar o último adeus a Safin. "É uma nova geração que está aqui. Isso significa muito para mim", agradeceu. Embora muito emocionado, o russo, que também levantou um troféu de despedida confeccionado pela organização do Masters 1000, conteve as lágrimas. Seus olhos só ficaram marejados quando foi apresentado no telão um vídeo com imagens de sua carreira e declarações de astros como Roger Federer, Rafael Nadal e Andy Murray. "É um sentimento muito especial. Este é o dia em que a caixa da minha vida, com todas as vitórias, derrotas, momentos bons ou ruins, está se fechando. Ao mesmo tempo, uma outra vai se abrir", comentou ele, que ainda não sabe o que fará a partir de 2010. "Se fora do tênis eu tiver 10% do sucesso que tive no circuito, já ficarei feliz", concluiu.

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