Jornal Correio Braziliense

Superesportes

Buscando 1 mi de euros, recurso de Briatore será julgado em duas semanas

Segundo Flavio Briatore, o julgamento que o baniu dos esportes a motor por tempo indeterminado estava "cego por um pessoal desejo de revanche" do então presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Max Mosley. Assim, ele buscará a anulação daquela sentença e um ressarcimento no valor de 1 milhão de euros (R$ 2,5 mi) em 24 de novembro, quando seu recurso será julgado em Paris. A atitude de Briatore em recorrer da decisão tomada pela FIA em 21 de setembro, fruto da manipulação do Grande Prêmio de Cingapura de 2008, já era conhecida desde 18 de outubro. A novidade, nesse contexto, é que nesta quinta-feira o jornal inglês The Guardian publicou os documentos que o italiano apresentará no Tribunal de Paris. O antigo chefe da Renault aponta que os membros da entidade automobilística estavam "cegos por um desejo de revanche" de Mosley. "Quem iniciou a investigação e a levou adiante foi a mesma pessoa, Mosley, que assumiu portanto o papel daquele que denuncia, do investigador, do ministério público e do juiz", critica. Na carta, não faltam críticas também ao amigo de longa data Bernie Ecclestone, que para Briatore "estava diretamente interessado na absolvição da Renault, porque se não eles dariam adeus". Ao final, a equipe, assim como Nelsinho Piquet, não foram punidos no caso, enquanto que o italiano, que sempre negou a falcatrua, acabou banido. Outro envolvido na polêmica, o antigo chefe de engenharia dos franceses, Pat Symonds, terá de se afastar das competições por cinco anos. Ele chegou a admitir a batida proposital que, entretanto, teria sido idealizada pelo próprio piloto brasileiro.