Le Havre (França) ; No Stade Oceáne, maior estádio da região da Normandia, com capacidade para 25.000 lugares, França e Brasil se enfrentam hoje, às 16h, pelas oitavas de final da Copa Feminina de futebol. A arena tem até um hotel com 20 quartos, com vista para o campo. Nesse cenário privilegiado, Marta e Cia. buscam avançar no mata-mata, que será marcado pelo duelo entre uma equipe de jogo coletivo contra um time de destaques individuais.
Enquanto a Seleção Brasileira tem atletas distribuídas por clubes de nove países, praticamente todo o elenco francês joga no próprio território. As donas da casa, além de terem o apoio massivo da torcida, vão a campo contra o Brasil com um arsenal formado pela base do clube que levantou a taça da Liga dos Campeões da Europa pela sexta vez neste ano: o Lyon. Sete jogadoras da equipe mais vitoriosa da Europa atuam no grupo francês ; todas como titulares.
Ao todo, a França conta com 21 convocadas que jogam dentro do próprio país. As exceções são Alissatou Tounikara, do espanhol Atlético de Madrid, e Pauline Petraud-Magnin, do inglês Arsenal. O entrosamento preocupa o técnico da Seleção Brasileira. ;O que a França tem de muito bom é o conjunto, além da qualidade individual e de ótima técnica;, avaliou Vadão, na véspera do jogo.
O treinador comanda uma equipe com apenas seis atletas de clubes brasileiros. Do time titular, apenas a goleira Bárbara e a zagueira Mônica atuam juntas, no Corinthians. A goleira reserva Letícia também defende o alvinegro paulista. Ao todo, o elenco tem jogadoras que competem em nove países: Brasil, Itália, Alemanha, Espanha, EUA, Dinamarca, Coreia do Sul, Portugal e França.
Entre as brasileiras que conhecem bem o estilo de jogo adversário, estão Kathellen, do Girondins Bordeaux, e Daiane e Formiga, ambas do Paris Saint-Germain. Mas a volta da jogadora mais experiente de todo o Mundial à Seleção Brasileira não foi confirmada por Vadão. ;Na sexta-feira, a Formiga só fez um leve trote. A gente espera contar com ela no jogo. Todos os esforços foram feitos;, avisou.
Formiga foi substituída no intervalo do jogo contra a Austrália por causa de uma torção no tornozelo esquerdo e ficou fora na partida seguinte, diante da Itália, por suspensão. Caso se confirme, o retorno da meia dará segurança ao que as francesas apontam como o ponto a ser explorado no time brasileiro: a defesa. Na sétima participação da meia do PSG em Copas do Mundo, Formiga é fundamental na cobertura da zaga brasileira.
A derrota para a Austrália de virada após abrir 2 x 0 de vantagem é usada pela mídia francesa como evidência da inconstância da defesa brasileira. Foram muitas as mudanças no setor defensivo em função de lesões antes do Mundial. Na preparação para o torneio, foram cortadas as zagueiras Fabiana e Érika. Poliana e Daiane as substituíram. O poder ofensivo do Brasil, com destaque para Marta e Cristiane, é o que preocupa os franceses.
Durante a Copa, o Brasil marcou seis gols e sofreu dois, somando duas vitórias e um tropeço. A França marcou sete gols e sofreu apenas um nas três vitórias na primeira fase. Nos últimos 17 jogos, perdeu apenas um. No histórico do duelo, a equipe europeia guarda as melhores lembranças: foram cinco vitórias e três empates.
Oitavas de final
Ontem
Alemanha 3 x 0 Nigéria
Noruega 1 (4) x 1 (1) Austrália
Hoje
12h30 Inglaterra x Camarões
16h França x Brasil
Amanhã
13h Espanha x Estados Unidos
16h Suécia x Canadá
Terça-feira
13h Itália x China
16h Holanda x Japão