Jornal Correio Braziliense

Superesportes

Resta espaço a explorar

Atento para atender à demanda de um público crescente, o professor de educação física Felipe Martins, 30 anos, investiu em um dos primeiros espaços dedicados a aulas em Taguatinga. Na Cabana Beach, instalou uma quadra de areia, vestiários e duchas. Há três anos, colhe bons resultados do empreendimento, que conta com 80 alunos ; 40% mulheres ; e mensalidades de até R$ 160, com aulas diárias. ;Apesar da crescente concorrência, ainda há bastante espaço a ser explorado. Na região, somos praticamente a única academia especializada. Há uma quadra no Taguaparque, mas sem areia tratada, como nós oferecemos;, explica.

Os praticantes iniciantes costumam sentir dificuldades para dominar os fundamentos básicos, o que é contornado a partir de aulas de exercícios funcionais, com série de repetições de movimentos, imitando os gestos dos lances de quadra. ;Eu havia praticado vôlei no passado. Fui convidada por uma amiga e iniciei no futevôlei há seis meses. Minha principal dificuldade foi aprender a lançar a bola com o pé, fazer a famosa chapa. Para quem estava acostumada a pegar a bola com as mãos, não foi nada fácil. Hoje, acredito que melhorei bastante nesse quesito. Achava que nunca iria aprender. Os fundamentos do treino e as repetições ajudam sempre;, diz a estudante de nutrição Taíssa Rodrigues, 24 anos.

Também praticante de futevôlei há seis meses, a estudante Bárbara Duarte, 25 anos, é mais uma adepta que mostra empolgação com os benefícios proporcionados pela modalidade. Torcedora do São Paulo, sempre gostou de jogar futebol e futsal, além de fazer musculação. Nas quadras de areia, no entanto, alcançou novas vantagens. ;Ganhei mais condicionamento físico, além da redução de peso. O futevôlei é muito desafiador, sendo necessário persistência para evoluir nos fundamentos. Tento não faltar às aulas e recomendo para qualquer pessoa, especialmente às mulheres, pois proporciona uma sensação de saúde e diversão sem igual;, argumenta. (FB)