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Correio Braziliense

A maior final do Candangão

Em decisão inédita do torneio local, Real e Minas definem a taça de campeãs, hoje, no Estádio Abadião, com transmissão da TV Brasília. Atletas comemoram aumento dos investimentos na modalidade


postado em 07/12/2019 04:06 / atualizado em 07/12/2019 09:43

Disputa acirrada pelo controle da bola na primeira partida decisiva: em duelo equilibrado, o placar marcou 1 x 1 (foto: David Pena/Minas Icesp )
Disputa acirrada pelo controle da bola na primeira partida decisiva: em duelo equilibrado, o placar marcou 1 x 1 (foto: David Pena/Minas Icesp )

A temporada 2019 pode ser considerada um divisor de águas para o futebol feminino no Brasil. O ano foi marcado pela Copa do Mundo na França, em que todas as partidas da Seleção Brasileira foram transmitidas em canal aberto de televisão por duas emissoras (Band e Globo) pela primeira vez. O torneio obteve recordes de audiência em todo o planeta. Em meio à evolução da modalidade no país, o Distrito Federal não ficou de fora. A 23ª edição do Candangão Feminino mostrou desde o início, com oito equipes — três a mais do que no ano anterior —, um maior engajamento local.

No entanto, com a transmissão do jogo de volta da final entre Real Brasília e Minas/Icesp pela TV Brasília, o campeonato do DF também provou que será histórico. Pela primeira vez um jogo local de futebol feminino será transmitido por um canal aberto de televisão na capital do país. O duelo decisivo ocorre hoje, às 14h, no Estádio Abadião. No jogo de ida, o placar ficou 1 x 1.

O feito revela a valorização do torneio local feminino ao longo das temporadas. Luciana Leite, de 31 anos, atleta de Santa Maria, disputa o Candangão desde 2008. A atacante, que defende o Real Brasília, jogou as últimas edições do campeonato pelo Gama e acompanhou a evolução da modalidade em Brasília. “A gente se sente valorizada por ter transmissão. Além disso, os clubes estão investindo nas atletas e na estrutura. Antes, não era assim. Isso incentiva as meninas mais jovens, mostra que há um futuro no futebol feminino”, aponta a meia-atacante.

A competição também encantou Marcela Hulk, carioca que defendeu o Maccabi Hadera, em Israel. A atacante saiu do Oriente Médio para vestir a camisa do Minas/Icesp. “A gente sempre se espelha no futebol masculino e ter uma partida televisionada para nós significa a valorização do nosso trabalho”, comemora.

As “Minas” estão em busca do tetracampeonato candango. O time venceu os últimos três torneios de forma consecutiva. Além disso, o Minas/Icesp está na Série A do Campeonato Brasileiro. Do outro lado, está o estreante. No ano em que o Real Brasília criou o departamento feminino, a equipe eliminou o Cresspom, o maior campeão brasiliense, e chegou à final. “Tudo se baseia no investimento. Quando uma equipe tem investimento e qualidade, consegue chegar a lugares maiores”, analisa a atacante Hulk.

O Real Brasília terminou a fase de classificação como líder do campeonato e foi o time que mais fez gols. Ao todo, as Leoas do Planalto marcaram 74 vezes em 10 jogos. “São dois times bem estruturados. Para o Minas, é importante para atingirem o quarto título. Se a gente levantar o caneco, será a nossa primeira vez e invictas”, pondera Luciana, meia do Real. Se o resultado durante os 90 minutos de jogo for de empate, a decisão será nas penalidades máximas.

*Estagiária sob a supervisão de Fernando Brito



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