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Recuperação debaixo de chuva

Botafogo marca no fim, vira sobre Resende e segue na luta por vaga nas semifinais. Aguaceiro provoca paralisação no jogo no Engenhão

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 31/01/2020 04:15
Pedro Raul anotou gol de pênalti, aos 48 do segundo tempo, e comemorou com a torcida

Em uma noite de muita chuva e gramado pesado, o Botafogo conseguiu a segunda vitória consecutiva no Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, ao bater de virada o Resende por 2 x 1, ontem, pela quarta rodada da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca.

O Botafogo soma agora seis pontos no Grupo A, igual à Portuguesa e atrás dos líderes Boavista e Flamengo, com sete cada. Pode, portanto, sonhar com uma vaga nas semifinais. O Resende continua com apenas dois pontos no Grupo B, em quinto e penúltimo lugar, sem chances de classificação.

O time da casa vinha de vitória sobre o Macaé por 3 x 1. Como era esperado, começou buscando o ataque, na base do toque de bola e tentando explorar a velocidade no esquema 4-3-3. Mas encontrou o Resende todo armado na defesa, no 4-5-1, com o meio fechado justamente para dificultar as ações botafoguenses.

Na beira do campo, o técnico Alberto Valentim gesticulava para que os jogadores tivessem paciência e continuassem trocando passes, até encontrar uma chance de penetração ou de finalização Aos 20 minutos, começou a chover forte, um problema a mais para o Botafogo forçar a troca de passes.

Na primeira descida ao ataque, aos 25, o Resende pegou a defesa da casa desatenta. Giovani recebeu na intermediária, ganhou na velocidade de Cícero e pedalou em cima de Joel Carli antes de chutar forte e no alto para abrir o placar.

Quatro minutos depois, a partida teve de ser paralisada devido à forte chuva, acompanhada de vento e raios. Àquela altura, a drenagem não suportava, e o gramado era ruim, com muitas poças d;água. Todos deixaram o campo para se abrigar nos vestiários.

A bola voltou a rolar 44 minutos depois, com o Resende determinado a segurar a vantagem, mesmo se fosse preciso utilizar uma forte retranca e um futebol feio. Restou ao Botafogo insistir com os cruzamentos aéreos em direção à pequena área. Em um desses levantamentos, a torcida reclamou de um toque na mão do lateral-esquerdo Murilo Henrique, depois de um choque com Bruno Nazário. No intervalo, os torcedores vaiaram o time alvinegro.

Na volta do segundo tempo, os jogadores do Botafogo responderam com muita pressão no ataque. O empate saiu aos nove minutos, quando Fernando lançou Luiz Fernando pelo lado direito. Quase na linha de fundo, ele cruzou para trás, Bruno Nazário dominou nas pernas e virou no canto direito do goleiro Ranule.

A virada quase saiu aos 18, quando Guilherme Santos avançou e fez o passe para Pedro Raul. O atacante surpreendeu ao bater de bico, exigindo grande defesa de Ranule, que espalmou para escanteio. A melhor chance, porém, esteve do lado do Resende. Aos 38, Caio Cézar recebeu de costas e virou no alto, mas o goleiro paraguaio Gatito Fernández espalmou por cima do travessão.

Aos 44, Bruno Nazário entrou na área em velocidade e tentou o cruzamento, com a bola tocando na mão do volante Rezende. O pênalti foi marcado, apesar dos protestos dos visitantes. Na cobrança, aos 48, Pedro Raul bateu forte no canto esquerdo de Ranule, que caiu do outro lado.




Temporal adia jogo do Vasco
As fortes chuvas que caíram no Rio de Janeiro fizeram com que a partida entre Vasco e Cabofriense, que aconteceria na noite de ontem, fosse adiada para hoje, às 11h. Os transtornos causados pela chuva fizeram a luz da região de São Januário apagar horas antes do horário da partida. Por volta das 22h30, a eletricidade voltou e a partida seria iniciada às 23h05. No entanto, pouco tempo depois da determinação, um novo apagão fez com que o delegado da partida decretasse o adiamento do confronto. O Vasco vai a campo com a necessidade da vitória para manter as chances de classificação para as semifinais
da Taça Guanabara.




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