Superesportes

Do tênis de mesa para o tiro com arco

Correio Braziliense
postado em 03/03/2020 04:08
Jane Karla superou um câncer de mama e o luto da mãe para prosseguir no esporte

As doenças e o luto pela mãe fortaleceram ainda mais os laços familiares. Quando voltou ao esporte, com a vaga assegurada para os Jogos Paralímpicos de Londres-2012, a Seleção Brasileira de tênis de mesa se mudou para São Paulo. “Todos da minha família ficaram comigo e deram todo o apoio na fase mais difícil da minha vida. Decidi ficar próxima da minha família e procurar outro esporte”, lembra. Jane buscou uma modalidade que pudesse treinar na capital goiana. Encantou-se pela esgrima, mas viu que teria de se mudar para o Sul do país para se aperfeiçoar. Foi quando conheceu o tiro com arco.

No início de 2015, entregou-se de corpo e alma à nova modalidade. “Faltava dormir no treino. Levava a marmitinha e passava o dia inteiro. Treinava até de noite, com o farol do carro ligado”, conta. Logo na primeira seletiva que disputou para os Jogos Parapan-Americanos de Toronto, ganhou o ouro. Também subiu ao lugar mais alto do pódio na maior competição das Américas e, com isso, conseguiu se classificar para as Paralimpíadas do Rio-2016. “Esse foi o momento mais marcante da minha carreira, porque eu tinha desistido de tudo para começar do zero. Foi tudo em cima da hora”, emociona-se.

A sexta colocação de Jane Karla no Mundial da Holanda de 2019 garantiu a classificação para o Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio. Como a vaga no tiro com arco é do país, a atleta aguarda a convocação oficial para confirmar a participação dela nos Jogos. Até Tóquio, a arqueira terá três competições: o Parapan da modalidade, em março, em Monterrey, no México; e duas etapas do Mundial, em abril, em Tucson, nos Estados Unidos; e em junho, em Nové Mesto, na República Tcheca.




582 pontos

Recorde mundial estabelecido por Jane Karla no Torneio de Nimes, na França, em janeiro


Curiosidade
As mulheres não podiam participar nem assistir aos Jogos Olímpicos da Antiguidade, do século VIII a.C. ao século V d.C.
Só era permitida a presença de mulheres sacerdotisas, consideradas “mensageiras dos deuses” para dar boa sorte aos competidores. Elas também eram responsáveis pela entrega das coroas de oliveira aos campeões.



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