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Correio Braziliense GAME (WII)

REVIEW: Mario Tennis (Nintendo Wii)


postado em 21/06/2009 10:30 / atualizado em 21/06/2009 17:16

Mario Tennis: Nintendo derrapa nos controles(foto: Nintendo/ Divulgação)
Mario Tennis: Nintendo derrapa nos controles (foto: Nintendo/ Divulgação)
O selo New Play Control (novo controle de jogo, em inglês), da Nintendo, promete ressuscitar títulos que marcaram época no Game Cube,adicionando o sensor de movimento característico do Wii.


A idéia fez sucesso em Mario Kart, mas fracassa quando o encanador-símbolo da marca japonesa pega na raquete.
Mario Power Tennis decepciona %u2014 acredite se quiser %u2014 no que devia ter de melhor: nos controles.

Mario Power Tennis, na verdade,é uma cópia da versão do Game Cube. A única diferença é a jogabilidade, que usa controles com sensor de movimento. A ideia é excelente, mas a execução deixou a desejar. A detecção de movimentos não funciona de maneira adequada.

Um exemplo é o lob %u2014 movimento que encobre o adversário %u2014 que é executado como no tênis de verdade: o player precisa abaixar o Wii Remote e bater na bolinha de baixo para cima. O problema é que a ação não é detectada com exatidão, o que torna irritante tentar fazer os movimentos.

Golpes automáticos
Esse é um erro grave porque os movimentos são intuitivos, mas simplesmente não funcionam. Na maior parte das partidas, o jogador é obrigado a utilizar rebatidas normais (feitas com movimentos laterais), apesar de ter tentado um slice ou um smash.

Outra desatenção da Nintendo está nos golpes especiais dos personagens, que agora são automáticos. Basta a barra e energia encher, que o boneco executa uma raquetada cheia de estilo.

A ideia era facilitar a vida do player, que não precisaria fazer combinações esdrúxulas de botões. Porém, o resultado é m pouco frustrante, pois não é possível utilizá-los quando o jogador julga que é o melhor momento.

Um recurso bacana é a possibilidade de se usar, em alguns cenários, os itens característicos da série, como cascos e bananas. Mas a jogabilidade de Mario Power Tennis se resume em bater e cruzar os dedos para o adversário não conseguir defender.

Os minigames são o destaque positivo do título, dando sobrevida ao game. São desafios variados, como jogar paredão com uma bola de tinta e disputar uma espécie de jogo da velha com raquetes. O problema fica por conta da detecção de movimentos, que, novamente, se mostra falha.

Pouca melhora
Com um motor gráfico um pouco melhor em relação ao do Game Cube, Mario Power Tennis está graficamente mais rico que o antecessor. Mas nada que chegue a impressionar. O jogo é no estilo desenho animado, cujos cenários ganharam detalhes e cores mais vivas e brilhantes.

As animações seguem o padrão dos títulos dos irmãos encanadores, com vídeos engraçados e com presença de toda a turma do reino do cogumelo. O destaque visual fica por conta do formato widescreen (o mesmo que é utilizado nos cinemas) durante as partidas.

Os cenários são outro ponto positivo: eles interferem no jogo. Em termos de tênis, isso quer dizer que o tipo de piso pode alterar a partida. Cada um tem uma característica. A quadra do Yoshi, por exemplo, tem discos no chão que alteram o caminho da bolinha.

O som não utiliza vários canais, mas explora as reações da torcida e os gemidos dos personagens durante a partida.

Mario Power Tennis permite apenas multiplayer offline, com até quatro jogadores. Outro deslize, pois, como já mostrou o game de corrida de karts, disputar partidas com players de vários lugares do mundo é garantia de diversão.

Apesar dos deslizes, Mario Power Tennis é um jogo divertido, mas que é facilmente superado por outro título da Nintendo: Wii Sports.


AVALIAÇÃO

Jogabilidade ***
Entretenimento ***
Gráficos ****
Som ***

PREÇO R$ 199

Cenários lembram outros da série Mario: divertidos(foto: Nintendo/ Divulgação)
Cenários lembram outros da série Mario: divertidos (foto: Nintendo/ Divulgação)
 

 

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