Publicidade

Correio Braziliense

Editores de imagens podem ser acessados diretamente na internet


postado em 05/10/2009 10:08

Festa em família, reunião entre amigos, fim de férias: é sempre a mesma história. Aquele monte de fotos tiradas, que, na maioria das vezes, são salvas em uma pasta no computador e acabam nem sendo reveladas (ou, em tempos de web 2.0, publicadas em serviços de compartilhamento de fotos online). No entanto, há quem ainda goste de passar horas a fio em frente ao computador ajustando detalhes de uma imagem ou melhorando aquilo que não pode ser escondido no momento de um clique. Para isso, saiba que não é mais preciso ter um programa de edição específico instalado no PC. Isso porque já existem serviços que podem ser acessados diretamente na internet e que permitem fazer retoques em fotografias, tudo sem muita complicação. E o melhor: de graça.

O Correio avaliou três serviços muitos populares na rede (Picnik, Pixlr e Photoshop Express) e constatou que, para aqueles que não desejam pagar caro pelos softwares mais conhecidos ou se aventurar com a utilização de cópias piratas, eles podem ser boas opções. Todos oferecem boas opções de ajustes, que vão desde as mais básicas - como recortar, equilibrar cores e acertar o brilho - até as mais avançadas, como a aplicação de efeitos e a inserção de desenhos e molduras. Ou seja, tudo para agradar àqueles usuários que desejam dar uma ajeitada rápida nas fotografias. "Eles podem quebrar um galho. Têm as principais ferramentas de correção e permitem fazer ajustes básicos", conta o especialista em tratamento de imagens Wesley Cleyton Cruz, que testou os três serviços. No entanto, ele lembra que, apesar de serem prestativos, esses serviços ainda não substituem as versões instaláveis mais completas. "Há algumas limitações, como os atalhos (no teclado), que não são possíveis de serem executados", argumenta. Veja, a seguir, o que cada um dos sites oferece. PICNIK www.picnik.com Um dos mais populares editores online disponíveis na rede, o Picnik prima pela simplicidade e vai direto ao ponto, oferecendo aos internautas as ferramentas fundamentais no processo de tratamento de imagem. Apesar de muitos recursos legais estarem disponíveis apenas para quem é assinante do serviço (que custa US$ 25 ao ano), o site permite que o usuário mexa, edite e corrija os erros mais comuns ocorridos num registro fotográfico. Com uma interface simplista, sem muita preocupação de reproduzir um visual moderno, o serviço é dividido em abas (início, biblioteca, editar, criar e salvar). Ao clicar em cada uma delas, outros subtemas são apresentados - todos com um guia que explica a função de cada ferramenta. Entre as opções de edição estão as mais usuais, como cortar, girar, redimensionar, correção de nitidez, cores, exposição e olhos vermelhos. Para ajustar, basta correr com uma barrinha de um lado para o outro que o site se encarrega de mostrar, de forma automática, o resultado da ação. Além disso, também é possível criar uma série de efeitos interessantes, como a adição de tons em neon, distorção focal e pixelização, além de outros que deixam a imagem com aspecto de antiga (sépia). Outro efeito que garante um resultado bacana é o que converte a foto para preto e branco, mas que possibilita deixar alguns detalhes colorido. Depois de concluir o trabalho, o usuário pode salvar a foto nos formatos JPEG, PNG, GIF, BMP, PDF e TIFF. Também pode enviá-la diretamente para o e-mail de um amigo (em quatro tamanhos diferentes), imprimi-la (na impressora de casa ou por meio do serviço QOOP, que revela em formatos como cartões postais, calendários ou livretos) ou postá-la diretamente no Twitter, Flickr, Facebook e outros serviços. O Picnik ainda conta com uma extensão para o Mozila Firefox ou Internet Explorer, que pode ser usado diretamente no navegador e adiciona uma opção (Editar no Picnik) ao menu do botão direito do mouse, além de permitir capturar telas de um site inteiro e editá-las no serviço. Excelente para quem mexe com blogs ou apenas deseja salvar uma cópia da página para imprimir mais tarde. PIXLR www.pixlr.com Dos três serviços testados, o Pixlr é, de longe, o que mais se parece com as suítes tradicionais de tratamento de imagens. Aliás, quem tem algum conhecimento em Photoshop provavelmente se dará melhor com ele do que com a própria versão Express da Adobe. Isso porque a tela de apresentação do aplicativo online foi claramente baseada no popular programa de edição da empresa norte-americana. O menu de ferramentas está posicionado do lado esquerdo da tela, disposto basicamente em três sessões: seleção (varinha mágica, corte, etc.), edição (retoques, clonagem, preenchimento), ajustes (desfoque, nitidez, superexposição, entre outros). A barra de tarefa, localizada na parte de cima da interface, traz outras funções que valem a pena ser exploradas com calma. A primeira delas é a opção de filtros, que permite brincar com a imagem de diversas maneiras, gerando fotos com efeitos que vão desde a "água agitada", com a produção de ondulações, até o "ruído", que dá a impressão de granular a foto. E o melhor: se você não gostar do resultado, basta usar o bom e velho comando Ctrl Z para dar um passo atrás e voltar ao modo original. O aplicativo também traz um rico recurso que só vemos nas versões completas dos softwares de edição: a possibilidade de se trabalhar com camadas (layers). Com elas, podemos manipular objetos com maior facilidade, aplicar estilos e máscaras. Uma maneira que facilita o trabalho de tratamento. O serviço também conta com um add-on (programa que adiciona recurso extra) para o Mozilla Firefox que permite, a partir do browser, capturar uma tela que está sendo exibida e editá-la diretamente no Pixlr. O aplicativo online se mostrou bastante rápido, mesmo quando trabalhamos com imagens hospedadas na rede (via URL). O ponto negativo, porém, se dá ao fato dele não permitir fazer upload de arquivos para serviços de compartilhamento de imagens, como Flickr e Facebook. Um pormenor que não tira o brilho do serviço. Com a opção de idioma em português, o Pixlr consegue ser simples, sem ser básico, e oferecer avançadas ferramentas para quem já tem experiência em tratamento digital. Certamente uma das melhores opções oferecidos na internet e que, em muitos casos, pode facilmente substituir um programa instalado no computador. Photoshop Express www.photoshop.com A Adobe atendeu os pedidos dos usuários do software mais popular do segmento (e que virou sinônimo de edição de imagem ao redor do mundo) ao lançar, em 2008, um serviço totalmente online para tratamento de fotos. O aplicativo traz algumas das principais ferramentas e filtros da versão original, só que simplificados para uma versão com visual bem arrojado - tudo disponível gratuitamente no navegador. Para começar a usar, o usuário deve fazer um registro no site, que é solicitado toda vez que ele volta à página (o que é um tanto chato). Depois de liberado o acesso, mãos à obra. Como o aplicativo é voltado para usuários comuns, a companhia deu muita atenção à facilidade de uso. E isso pode ser conferido já na interface, que é dividida em três grupos de ferramentas: básico (cortar, redimensionar e autocorrigir), ajustes (balance de branco, contraste, luz, sombra e foco) e avançado (réplicas coloridas, conversão para branco e preto, distorção e efeito sketch, que transforma a fotografia em desenho). Com a ferramenta Touchup (o atual band-aid, da versão completa), por exemplo, conseguimos corrigir imperfeições sutis como espinhas e sujeiras. Tudo com poucos cliques e de maneira bem prática. Outro aspecto interessante à respeito do Photoshop Express é que ele possibilita interagir com os álbuns e galerias de sites como o Flickr, Photobucket, Facebook e Picasa. Desse modo o usuário pode editar as fotos que estão armazenadas nesses serviços ou fazer o upload dos arquivos direto para eles. O serviço, disponível em português, permite inclusive adicionar tags e ver as propriedades da foto, como a data em que foi tirada, o modelo da câmera utilizada, ISO, exposição, velocidade do obturador, etc. Na hora de salvar, o usuário tem a opção de gravar em formato thumbnail (256 x 192 pixels), web (1024 x 768) e no tamanho original da imagem. Também é possível criar uma URL para que as pessoas vejam a foto hospedada na internet. Aliás, o serviço oferece 2GB de espaço para que o internauta salve suas fotos em galerias nos servidores da Adobe. Desse modo, é só enviar o link para que as pessoas vejam os álbuns reproduzidos em um slideshow interativo, com as imagens dispostas em forma de círculo. Bem legal. No entanto, como o serviço abusa de uma apresentação moderna, ele acaba se mostrando bem pesado para carregar imagens e acionar determinadas funções.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade