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Correio Braziliense

Wimax: tecnologia rápida e estável


postado em 01/07/2010 09:00

Apesar de ainda não ter a regulamentação da faixa de 2,5GHz pela Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), as empresas já fazem testes com o WiMAX. A tecnologia compete com o 3G e vai oferecer acesso em altas velocidades de banda larga em computadores fixos ou em dispositivos móveis. A operadora de tevê por assinatura Sky é uma das empresas interessadas em começar a distribuir a nova tecnologia no país. “O consumidor demanda um conteúdo combinado: televisão e banda larga. Com o WiMAX, já temos como atender esse mercado”, explicou Roger Haick, diretor de novos negócios da Sky.

Para mostrar que a tecnologia está pronta e preparada para enfrentar a concorrência, a empresa adquiriu a ITSA, um grupo de operações de MMDS (sistema de transmissão por ar via micro-ondas na faixa de frequência de 2,5GHz), que atua em 12 cidades, inclusive Brasília. Com a estrutura pronta, os testes começaram em campo e chegaram a velocidades de aproximadamente 10Mbps. “Um arquivo de 800MB pode ser baixado em até dois minutos com o WiMAX”, garantiu Ricardo Araújo, gerente de produtos da Samsung e fornecedor dos modems para o teste.

Para comprovar a velocidade da rede, a empresa convidou o Informática para um passeio em uma van com notebooks ligados ao WiMAX. Durante o percurso, pela região central de Brasília, foi possível assistir, sem falhas, a vídeos em alta definição no YouTube, além de clipes em streaming sem pausas para o buffer. A velocidade máxima alcançada durante o trajeto foi de 10,1Mbps e a mais baixa, 2Mbps. A estabilidade também é atrativa. Mesmo próximo a área de mudança de rede, o WiMAX conseguiu manter uma velocidade constante.

No entanto, o ponto que comprovou a capacidade da tecnologia foi o download simultâneo de um arquivo de 50MB, um vídeo em HD do YouTube e um em streaming. Sem hesitar, o WiMAX deu conta do recado. No mundo, a rede habilitada para a tecnologia cobre 620 milhões de usuários. Os usuários ativos contabilizam 5 milhões.

Os principais problemas enfrentados para oferecer a tecnologia para o público são a lentidão e a burocracia da agência reguladora. Além disso, o impacto que a tecnologia pode causar ao 3G é empecilho. “Os custos da rede WiMAX são menores, precisamos, por exemplo, de quatro vezes menos torres para cobrir a mesma área que as telefonias abrangem com o 3G”, explica Haick.

Como benefícios, o mercado ganharia mais competição e, consequentemente, preços baixos, e o público teria mais uma opção para acessar a internet. “Ter novos operadores de banda larga significa mais inclusão digital, mais negócios e mais investimentos. O Brasil não precisa esperar para universalizar a banda larga”, explica Haick.

Consulta pública
Em nota, a Anatel disse que submeteu à sociedade, por meio da Consulta Pública 31, proposta que considera o estudo sobre o impacto da mudança de destinação de radiofrequências; o uso eficiente do espectro; e a introdução de novas tecnologias de comunicação sem fio, como WiMAX e LTE. “Todos os equipamentos necessários para a distribuição de MMDS encontram-se homologados pela Anatel. Diante da evolução tecnológica e da convergência de serviços, a agência trabalha no aprimoramento do marco regulatório, na promoção da competição e na diversificação de serviços. Ressalta-se que o órgão regulador toma suas decisões com base em critérios estritamente técnicos, em conformidade com a legislação e com as diretrizes do Ministério das Comunicações”, explica a nota.

“Também foram levados em consideração, na CP 31, os interesses industriais e comerciais, os aspectos estratégicos, econômicos e sociais. Nesse contexto, a Anatel pretende concluir a CP 31 dentro das ações de curto prazo do Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no Brasil (PGR), que tem entre seus objetivos implementar condições para incremento do acesso e oferta dos serviços de telecomunicações em padrões adequados às necessidades da sociedade”, conclui.

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