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Correio Braziliense

BLUR: Jogo dá superpoderes a carros reais em disputas de até 20 jogadores

Dificuldade do computador diminui a diversão


postado em 27/07/2010 07:00 / atualizado em 26/07/2010 22:11

Se você gosta de games de corrida que não tenham o menor compromisso com a realidade e proporcionem uma diversão quase sádica quando se detona o carro da frente com uma arma ou poder, provavelmente Mario Kart é um de seus games favoritos. Mas, se você não gosta da estética infantil dos jogos do encanador bigodudo, pode querer experimentar Blur, da Bizarre Creations, um jogo de corrida com carros de verdade e possibilidades surreais.

Blur pega emprestado o melhor de dois mundos: a jogabilidade dos simuladores e a diversão dos arcades, mas sempre faz isso com moderação. A graça do jogo é o uso dos poderes, aqui representados por quadrados brilhantes em setores da pista. São oito e basicamente fazem a mesma coisa do que os karts de Mario. Você tem escudos, nitro para velocidade extra, armadilhas no chão e diversos tipos de projéteis, inclusive para derrubar aquele que estiver em primeiro lugar.

Por trás da vontade desenfreada de acertar o carro da frente, existe uma certa estratégia, pois a maioria dos ataques pode ser defendida usando algum dos poderes. Você pode deixar uma armadilha para defender um projétil ou usar o escudo para se defender dos raios. Cada truque tem uma cor diferente. A boa utilização das cores e dos ícones chama a atenção por indicar todos os recursos sem poluir demais a tela.

O que difere este jogo de outros que misturam corrida e combate é o manuseio mais preciso dos carros. Os controles não chegam perto dos simuladores, mas também não são simples como os de um arcade, a ponto de você poder derrapar em curvas fechadas a 100km/h. Além disso, o título respeita a diferença entre os veículos. Dirigir um Ford é obviamente diferente de manusear uma Land Rover. Quem conhece a série Project Gotham Racing, também da Bizarre Creations, notará semelhanças na jogabilidade de Blur.

Jogo difícil
O modo carreira do game é frustrante. Primeiro, pela repetição. São apenas quatro tipos de eventos: corridas normais, com 10 ou 20 carros, disputas para acertar o maior número de oponentes, uma corrida contra o relógio e batalhas contra chefes. Segundo, pela dificuldade do jogo. Nos modos medianos e difíceis, a parte final do modo de carreira é alucinante, a ponto de você não conseguir ficar mais de cinco segundos em primeiro lugar sem receber uma chuva dos carros controlados pelo computador.

A sensação fica ainda pior nas corridas com 20 veículos, quando apenas sobreviver já é um mérito. A inteligência artificial implacável ofusca elementos que deveriam chamar a atenção, como os desafios específicos. Se você dirige de um certo jeito ou usa determinado poder, recebe pontos de prestígio e outros bônus.

Pela dificuldade do modo para um jogador, o multiplayer on-line se torna, involuntariamente, a melhor parte do jogo. Aqui, o sistema de desafios ganha os merecidos holofotes, pois todos os bônus que você consegue ao manter um determinado estilo de direção somam pontos ao ranking. Ou seja, não é apenas o primeiro colocado que tem motivos para comemorar ao final da disputa.

Por causa de seus comandos mais precisos, Blur é capaz de oferecer ao mesmo tempo simples diversão e desafios bastante complexos. Boa parte disso é rechaçada pela dificuldade do computador, o que pode tornar o game frustrante se você não tiver condições de jogá-lo com outras pessoas pela internet.

(foto: Activision/Divulgação)
(foto: Activision/Divulgação)
Blur

Produção: Activision
Desenvolvimento: Bizarre Creations
Distribuição no Brasil : NC Games
Plataformas: Playstation 3, Xbox 360 e PC
Número de jogadores: 1 (single-player) 20 (multiplayer)
Preço: R$ 249,90

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