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Estado de Minas

Nova política de privacidade do Google assusta usuários e especialistas


postado em 28/02/2012 08:00 / atualizado em 28/02/2012 08:34

No mundo real, é possível negociar cláusulas de contratos para serviços em geral e ofertas de trabalho. No virtual, não há essa possibilidade. Esse fato vai ficar ainda mais claro a partir desta quinta-feira, quando o Google passa a adotar uma nova e única política de privacidade para os serviços da empresa. E você, internauta, tem apenas uma opção: aceitá-la. Ou então, pode dizer adeus ao Gmail, Orkut, Picasa e outros sites do grupo controlador da gigante das buscas. A falta de precisão na explicação do uso dos dados dos usuários continua sendo um dos grandes problemas da nova política. A empresa esclarece, na página, que será possível combinar informações de um serviço com outro, inclusive pessoais, para facilitar o compartilhamento de dados com gente que você conhece no Google2b, a rede social da empresa, por exemplo. No entanto, e se aquele indivíduo que foi incluído na lista de amigos for apenas um conhecido distante, ele também receberá os dados? Sim.

Para o perito especialista em crimes digitais, com MBA em gestão de tecnologia da informação e professor da pós-graduação em Segurança da Informação do Senac, Antônio José Milagre, isso viola o princípio da especialidade, no qual prevalece uma norma especial sobre a geral. “Não é aceitável que dados sejam transferidos para outras funções quando foram fornecidas especificamente para um serviço”, alega. “Com essa nova política, se entrei num serviço e faço pesquisa sobre sexualidade para fins acadêmicos, isso influenciará o Orkut, o YouTube e o Gmail, e ainda posso me deparar com vídeos com conteúdos sexuais e anúncios de sex shop”, exemplifica. “É uma situação de rastreabilidade completa. O Brasil precisa prestar muita atenção”, completa o perito.

A matéria completa você lê na edição completa do Correio Brazilienze desta terça-feira (28/02)

Veja vídeo sobre as novas políticas de privacidade da Google.

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