Depois de o CEO Tim Cook anunciar os primeiros produtos, coube ao vice-presidente sênior, Philip Schille, a missão de apresentar a novidade. ;Outros tentaram fazer tablets menores, mas eles falharam;, disse, em uma clara crítica às duas principais concorrentes: a Google, com seu Nexus 7, e a Samsung, criadora do Galaxy Tab, ambos aparelhos com telas de 7 polegadas. Para fazer frente aos dois, o iPad Mini será ligeiramente maior, com 7,9 polegadas, mantendo assim a mesma resolução da versão tradicional.
;Quando decidimos fazer o iPad Mini, nós queríamos manter as coisas que tornam o iPad tão mágico;, defendeu Schille. ;O que você pode fazer com o iPad Mini que não pode com o iPad normal? Segurar com uma mão;, completou. O vice-presidente sênior disse ainda que a nova versão é compatível com todos os 300 mil aplicativos já existentes para a plataforma, é 53% mais leve e 23% mais fino que o original.
Tanta novidade, porém, não parece ter sido suficiente para agradar o mercado. Depois do lançamento, as ações da Apple acentuaram as perdas. De acordo com o jornal Financial Times, o motivo da queda seria o preço anunciado para o produto, mais alto do que os investidores esperavam. Nos Estados Unidos, o preço inicial da configuração básica, de 16GB, será US$ 329, US$ 60 a menos que a versão mais barata do iPad tradicional. Mesmo assim, a novidade pesará mais no bolso do que concorrentes como o Galaxy Tab, vendido pela Samsung a US$ 220.