Jornal Correio Braziliense

Tecnologia

Pesquisadores possibilitam que objetos 4D possam virar realidade

A técnica pode dar origem a casas que se erguem sozinhas ou uniformes militares que se alteram na presença de agentes químicos

A primeira dimensão é a fundamental, e não tem nada mais do que o comprimento. Como uma linha, ela se estende, mas não parece ocupar espaço. Já na segunda, o desenho ganha largura e pode assumir formas geométricas ou indefinidas, como uma ilustração feita em uma folha de papel. A realidade só ganha corpo na terceira dimensão, em que a profundidade cria a percepção de volume e espaço. Uma sensação que o cinema tenta imitar, mas que só existe em objetos sólidos. A progressão parece acabar por aí, mas há quem consiga visualizar a quarta dimensão, uma dinâmica conflituosa que muitos preferem resumir em uma definição simples: o tempo.



O professor de engenharia Jerry Qi explica que, até alguns anos atrás, era impossível programar na fase de design o comportamento que o material teria depois de impresso. Mas a impressora 3D permitiu a composição de materiais camada a camada, de forma que a estrutura do objeto pode ser manipulada em detalhes. ;Para uma tira mudar de uma linha reta para uma curva, não se pode usar uma fibra longa. É necessário colocar fibras curtas em locais específicos, e isso é quase impossível de se fazer à mão;, explica o autor do trabalho.

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