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Estado de Minas

Mostras abertas de desenvolvedores provocam mudanças no mercado de games

Empresários acreditam que a ideia é uma oportunidade de obter auxílio nos projetos


postado em 30/09/2014 09:25 / atualizado em 30/09/2014 09:36

A mostra brasiliense de indie game (Bring) reuniu interessados nos jogos independentes que acabaram por colaborar no desenvolvimento dos títulos: o encontro é trimestral(foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press)
A mostra brasiliense de indie game (Bring) reuniu interessados nos jogos independentes que acabaram por colaborar no desenvolvimento dos títulos: o encontro é trimestral (foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press)

Em um bar da Asa Sul, quarta-feira à noite, acontece uma cena pouco comum para o lugar. Espalhada pelos dois andares, uma centena de pessoas se espreme ao redor de mesinhas nos cantos do estabelecimento. Em cada uma delas, há, pelo menos, um computador, cuja tela exibe um jogo. A aglomeração de público é pela curiosidade em se sentar em uma disputada cadeira em frente ao game e testá-lo. Trata-se da Bring, Mostra Brasiliense de Indie Games, evento trimestral que tem como objetivo reunir os estúdios independentes da cidade para expor e testar as criações de cada um.

O evento surgiu em junho, quando ocorreu pela primeira vez, e é totalmente aberto para desenvolvedores e público. A prática, apesar de recente, já tem causado impacto no trabalho dos estúdios de Brasília. “O feedback realmente faz diferença”, relata Felipe Costa, diretor de arte da Bad Minions. A empresa esteve presente na primeira edição da Bring para expor Alkimya, projeto em desenvolvimento, e retornou para o encontro com mudanças. “A partir dos comentários de quem testou o jogo, a gente decidiu alterar o ângulo da câmera. Percebemos que isso modifica muito a percepção que o jogador tem do game”, continua Costa.

Em outros casos, as alterações foram ainda maiores. Kenniston Arraes, diretor executivo da Dynamic Light, conta como Tower wipe out, novo produto da empresa, deixou de ser um jogo para aparelhos móveis com controles de touchscreen. “Quem testou, no encontro passado, disse que o fato de precisar usar os dedos na tela atrapalhava muito e que o game não combinava muito com plataformas mobile”, explica Arraes. Por conta disso, o estúdio decidiu mudar de rumo e transformar o projeto em um título para PS Vita, PlayStation 3 e PC.

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A opinião sobre os produtos não é a única vantagem de encontros abertos de desenvolvedores. Para Luiggi Reffatti, fundador da Delta Creatures, é também uma boa oportunidade de conhecer melhor as pessoas inseridas no mercado. “Além de ser ótimo para avaliar os projetos, dá até para recrutar gente talentosa para trabalhar com você em algum desenvolvimento.”

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