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Estado de Minas

Pesquisadores dos EUA criam patins inteligentes que previnem lesões

Dispositivo mede a força exercida no corpo dos patinadores artísticos durante treinos e competições. O objetivo do invento é evitar machucados comuns entre esses atletas


postado em 05/12/2014 09:25

A sequência de passos, giros e saltos tão característica da patinação artística faz da modalidade esportiva uma das mais belas e admiradas do mundo. As manobras que enchem os olhos dos fãs, porém, cobram um preço dos atletas, que colocam muita pressão sobre pés e tornozelos. Buscando auxiliar os praticantes, pesquisadores americanos desenvolveram uma lâmina de patinação inteligente, capaz de medir a força dos impactos durante treinos e competições. Os cientistas acreditam que a nova ferramenta dará mais segurança aos patinadores, que poderão se poupar e evitar exageros.

Após anos de estudo na área de patinação artística, observando como as lesões nos atletas eram causadas, a equipe de cientistas resolveu criar uma ferramenta que ajudasse a preveni-las. “Patinadores competitivos têm altas taxas de acidentes, e nós gostaríamos de fornecer intervenções para ajudar a reduzir essas taxas. Como parte desse processo, é importante compreender a biomecânica das habilidades”, diz ao Correio Deborah King, coautora do estudo e professora do IIthaca College.

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A base do sistema desenvolvido são microssensores de tensão que podem ser aplicados em uma lâmina de patim comum. “Depois de várias idEias de design, nós projetamos o protótipo utilizando medidores de tensão, dispositivos elétricos que medem a quantidade de tensão microscópica na lâmina de metal enquanto ele está sob carga”, explica a pesquisadora.

Essas peças são colocadas na parte em que a lâmina se conecta à bota do patim. Quando a lâmina sofre uma leve deformação na hora que bate no chão, esse resultado é captado pelos sensores e transformado em um sinal elétrico, enviado por fios para um outro dispositivo também fabricado pelos cientistas, chamado ponte de Wheatstone. Essa peça faz o cálculo da intensidade da deformação e a envia, por fim, a um dispositivo, que informa a força exercida sobre os pés do atleta. Essas informações ficam armazenadas em um cartão de memória, que pode ser acessado mais tarde, em um computador.

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