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Estado de Minas

Mulheres que usam comunicação digital se estressam menos, diz estudo

Pesquisa apontou também que uso de redes sociais não está relacionado a aumento de níveis de estresse


postado em 19/01/2015 19:40 / atualizado em 19/01/2015 19:45

 

(foto: REUTERS/Carlos Barria )
(foto: REUTERS/Carlos Barria )

 

Uma pesquisa do Pew Research Center, um centro de pesquisas dos Estados Unidos, apontou que mulheres que utilizam tecnologias digitais para comunicar-se (redes sociais e e-mail, por exemplo) são menos estressadas em comparação com aquelas que não as usam.

O estudo entrevistou 1.801 adultos de ambos os sexos para analisar a relação entre os níveis de estresse e o uso da tecnologia digital. Para tanto, foi utilizada a chamada Escala de Estresse Percebido (PSS, em inglês). Ao comparar os diversos grupos de pessoas, os pesquisadores chegaram à conclusão de que mulheres, de forma geral, são mais estressadas do que homens. Mas, entre elas, as que apresentaram menores índices foram as que utilizavam com frequência Twitter, recebiam ou enviavam cerca de 25 e-mails por dia e postavam ao menos duas fotos em redes sociais de compartilhamento de fotos diariamente. Mulheres que não utilizavam nenhuma dessas tecnologias apresentaram níveis de estresse 21% maiores.

Não foram divulgados, porém, os motivos concretos para essa relação. Segundo os autores do estudo, é provável que isso aconteça porque o uso de redes sociais e outras tecnologias de comunicação digital pode substituir ou reorganizar atividades estressantes.

Outro resultado importante apresentado pela Pew Research Center é que, de forma geral, o uso de tecnologias digitais de comunicação não estão relacionadas ao aumento de níveis de estresse. Além disso, os dados obtidos apontam que, quando há esse crescimento, isso é mais causado pela empatia dos usuários quando descobrem por meio dessas tecnologias que pessoas conhecidas delas estão passando por situações difíceis. Tal fenômeno contribui, portanto, para a teoria de que o estresse é contagiante, diz o estudo.

Com informações de Max Valarezo

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