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Estado de Minas

Estudo mostra quais conteúdos impróprios são vistos por crianças na rede

Pesquisa feita com usuários de programas de controle parental revela que dois terços dos jovens são expostos a sites com material inadequado para idade


postado em 14/03/2015 11:00



A internet deixou de ser apenas dos adultos há muito tempo. As crianças são hoje, muitas vezes, bem mais ativas na rede do que os pais. No entanto, será que a internet é segura o suficiente para as crianças usarem sem medo de enfrentar conteúdos impróprios? Para descobrir, a Kaspersky Lab decidiu investigar potenciais ameaças online para as crianças, por meio da análise de dados de usuários de produtos da empresa, equipados com a solução de Controle Parental.

Intitulado de “Crianças online”, o relatório revela que mais de dois terços (68%) dos usuários já encontraram conteúdo online inadequado ou perigoso, sendo conteúdo adulto, jogos e sites que difundem informações sobre armas as ameaças mais comuns. As principais conclusões do estudo, realizado com mais de 11 mil entrevistados em 23 países, são:

- 59,5% dos usuários encontrou pornografia

- 26,6% caiu em sites dedicados a jogos de azar

- 20% dos usuários se deparou com sites com armas e quase o mesmo número foi confrontado por linguagem forte.

- Websites que carregam esse tipo de conteúdo impróprio (pornografia, jogos, armas, linguagem forte), juntamente com outros que caracterizam drogas, tabaco e álcool, foram os mais frequentemente bloqueados pelo serviço. A frequência das detecções demonstra como é fácil os usuários se depararem com tais conteúdos online, já que quanto mais elevada a frequência, maior a probabilidade.

- Os países com as mais frequentes detecções de Controle Parental foram China, EUA, Alemanha, Reino Unido e Rússia. O Brasil está entre os dez primeiros da pesquisa, em oitavo lugar e, em 2014, registrou uma média de 105 detecções por cada usuário.


Cada um dos dez países mais afetados tem suas próprias características distintas quando se trata de ameaças online prevalecentes para crianças. Por exemplo, ‘conteúdo adulto’ é a maior ameaça para os usuários na Alemanha (com 172 detecções por usuário), China (144,18 detecções por usuário) e EUA (126,16 detecções). ‘Conteúdo sobre álcool, tabaco e drogas’ é uma grande ameaça para os usuários da Rússia, Alemanha, EUA e França - a frequência de detecção foi especialmente elevada nesses países. A maior ameaça para as crianças brasileiras ainda são os “chats” e, em segundo lugar, “conteúdo adulto”.

"Para proteger os jovens, recomendamos que os adultos escolham soluções de proteção com as tecnologias de Controle Parental, além de acionar os modos de segurança para crianças nos mecanismos de busca e aplicativos que permitem o acesso a conteúdo multimídia”, sugere Konstantin Ignatev, Gerente do Grupo de Análise de Conteúdo Web da Kaspersky Lab.

“Embora as tecnologias de Controle Parental possam bloquear o acesso a sites com conteúdo que são perigosos ou ofensivos para as crianças, elas não podem oferecer proteção confiável em serviços da web que utilizam ‘segurança padrão’, como redes sociais ou chats que podem ser acessados por pessoas mal intencionadas. A segurança da criança na internet merece ser levada tão a sério quanto a segurança na vida real. Por isso, incentivamos os pais a tomar parte ativa na vida real e digital de seus filhos. Só assim eles podem ter certeza de que estarão presentes quando os filhos precisarem de apoio”, completa Ignatev.

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