Um estudante de uma universidade da Califórnia desenvolveu um aplicativo que oferece descontos no comércio local aos alunos que ignorarem seus smartphones durante o período de aula. O app Pocket Point está disponível gratuitamente em algumas regiões dos Estados Unidos e oferece recompensas como café grátis, descontos em lojas de roupa ou em restaurantes.
[SAIBAMAIS]Para conseguir acumular os pontos necessários, o aluno abre o programa no início das aulas e bloqueia a tela. A cada 20 minutos, o estudante ganha um ponto. Quanto mais tempo sem mexer no aparelho, mais pontos são computados. O aluno do 2; ano do Ensino Médio do Colégio Marista de Brasília, Matheus Lobo, 16 anos, aprovou a iniciativa e disse que, caso o projeto estivesse disponível no Brasil, seria um usuário. ;Quando o celular vibra, tenho vontade de olhá-lo. O aplicativo é um incentivo, principalmente se tratando de descontos;, explica.
Já o psicopedagogo da instituição, Matheus Kaiser, explica que a proposta propõe a troca do processo de formação do indivíduo por um desconto de uma loja. ; A motivação sobre o não uso do celular deve ser relacionada à aula;, explica. Kaiser também ressalta que é preciso trabalhar o uso da tecnologia na sala de aula de forma pedagógica, pois é algo irreversível. ;Essa é a geração que está conectada 24h e isso inclui o horário escolar;, afirma Kaiser.
A utilização de aplicativos didáticos no ambiente escolar é cada vez mais comum. Apps como o Khan Academy, que oferece mais de 3,8 mil vídeos sobre de diversas matérias, ou o Socrative, no qual professores e alunos podem responder perguntas de avaliação em formato de questionários, votações por meio de perguntas rápidas, são alguns dos exemplos utilizados para atrair a atenção dos estudantes e complementar o conteúdo ministrado.
Legislação
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em 2008, a Lei n; 4.131, que proíbe o uso de aparelhos telefônicos nas escolas públicas e privadas da região. Os alunos só podem utilizar os celulares durante o intervalo. Para o psicopedagogo Matheus Kaiser, a legislação vai contra as principais marcas que essa geração tem, a interatividade e a conectividade. Ele defende que é papel da escola direcionar os estudantes para uma utilização saudável dos aparelhos no ambiente escolar. ;A gente não proíbe que o aluno utilize em sala de aula, a gente indica que ele use no momento adequado;.
Matheus concorda que o uso de plataformas tecnológicas dentro do ambiente escolar torna o aprendizado mais dinâmico e interessante. ;Com a atividade no celular, você quebra essa rotina da sala de aula e oferece uma atividade dinâmica ao aluno.;