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Estado de Minas

Estudo sobre cauda de cavalo-marinho deve levar à fabricação de máquinas

Braços robóticos, armamentos e equipamentos médicos devem ser criados a partir da pesquisa


postado em 06/07/2015 06:00

Um cavalo-marinho e os protótipos construídos para estudar a cauda do animal: formato que proporciona mais resistência e força(foto: Michal M. Porter/Clemson University/Divulgação)
Um cavalo-marinho e os protótipos construídos para estudar a cauda do animal: formato que proporciona mais resistência e força (foto: Michal M. Porter/Clemson University/Divulgação)

Quando se olha para o longo rabo de um cavalo-marinho, pode-se achar que alguma coisa deu errado ao longo da evolução do animal. Diferentemente da maioria das caudas vistas na natureza, a desse bicho não é cilíndrica, com bordas arredondadas. Estranhamente, ela se parece mais com um paralelepípedo cujas arestas são formadas por filamentos ósseos. Engenheiros, porém, já aprenderam que a seleção natural é especialista em privilegiar os designs mais eficientes. Então, qual seria a vantagem de ter uma cauda retangular e não arredondada, como são as de macacos e gatos, por exemplo?

Foi essa pergunta que um time de especialistas norte-americanos respondeu em um estudo publicado na mais recente edição da revista Science. E o que eles descobriram pode ajudar muito áreas como a robótica. “Quase todas as caudas de animais têm seções circulares ou ovaladas, mas não a dos cavalos-marinhos”, conta, em um comunicado, Michael Porter, professor de engenharia mecânica da Clemson University e principal autor da pesquisa. “Nós descobrimos que esse formato é melhor quando há necessidade de proteger estruturas internas ou agarrar objetos”, completa.

Graças ao seu curioso formato, essa parte dos seres marinhos se torna mais dura, forte e resistente à tensão. Tudo isso é muito importante para os animais, que têm uma coluna vertebral muito frágil. Além disso, ao se enrolar em algum objeto, garante um laço mais firme. Outra vantagem para um bicho tão leve e que precisa enfrentar o movimento das águas.

Modelos


Para chegar a essa conclusão, Porter e colaboradores contaram com a ajuda de uma tecnologia recente que tem permitido muitos estudos de engenharia: a impressão 3D. Eles fabricaram dois modelos de cauda, um que imita a anatomia do cavalo-marinho e outra hipotética, como se o animal tivesse um rabo cilíndrico modelo. Depois, eles realizaram uma série de testes com as duas peças.

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