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Estado de Minas

Pesquisador da UnB aprimora aparelhos utilizados por deficientes auditivos

O chip melhora a qualidade do som e aumenta a duração da bateria


postado em 13/07/2015 06:00

(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)


Quem nunca se frustou com uma bateria de celular que acaba antes da hora atire o primeiro smartphone. Foi pensando nesse tipo de entrave tecnológico que o mestre em engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB) Lucas Araújo Prata Chirsóstomo desenvolveu um chip para ser usado em equipamentos que precisam funcionar por longos períodos de tempo, sem interrupções. Como os aparelhos dos deficientes auditivos. Orientado pelo professor em microeletrônica Sandro Haddad, Chirsóstomo usou um sistema que, embora venha sendo deixado de lado, é de extrema importância para o funcionamento de muitos aparatos eletrônicos: o sistema analógico.

Responsável por todos os sinais do mundo real, esse sistema representa os diferentes tipos de ondas que transmitem diversas formas de informações, como as ondas sonoras, eletromagnéticas, elétricas, entre outras. Através do sistema analógico, Chirsóstomo conseguiu desenvolver circuitos eletrônicos de baixo consumo para aparelhos auditivos, em que a qualidade do áudio foi tão boa ou de melhor qualidade que a dos famosos dispositivos digitais; e ainda eliminou o processo que mais consumia a bateria, o sistema de conversão de sinais analógicos para digitais, fazendo com que os aparelhos funcionassem melhor e por mais tempo.

O projeto de Chirsóstomo pode significar um novo passo no tratamento de pessoas com problemas de audição, lança dúvidas sobre a eficiência inquestionável de aparelhos digitais e pode retomar pesquisas sobre o sistema analógico e seus benefícios, área que vem sendo gradualmente deixada para trás. Atualmente, os aparelhos auditivos digitais, ou Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASIs), o nome oficial, são os mais vendidos. De acordo com a coordenadora do Centro Audiológico do Centro Educacional de Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal), Sandra Cavechia, isso acontece porque, diferentemente dos analógicos, os digitais não só amplificam os sons do ambiente externo, como também os selecionam. “Além de amplificar, apuram as habilidades auditivas, melhorando a qualidade sonora”, explica.

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