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Estado de Minas

Rise of the Tomb Raider traz a Lara que a nova geração de consoles merece

Gráficos surpreendentes, jogabilidade sensacional e uma Lara Croft pronta para 'botar para quebrar' são destaques do novo game da Crystal Dynamics


postado em 08/02/2016 16:30 / atualizado em 08/02/2016 16:30

(foto: Crystal Dynamics/Divulgação)
(foto: Crystal Dynamics/Divulgação)
 

Por muito tempo, a arqueóloga Lara Croft foi uma das representantes femininas mais importantes do mundo dos games. Após alguns contratempos (leia-se fracasso de vendas) e um quase esquecimento, a protagonista de Tomb Raider foi reformulada pela Crystal Dynamics e voltou aos consoles em um reboot da saga, lançado em 2013.

Pouco mais de dois anos depois, Lara volta aos consoles para protagonizar a segunda aventura dessa nova saga. Em Rise of the Tomb Raider, a heroína pretende continuar uma busca iniciada pelo pai para encontrar a tumba de um profeta cuja lenda diz ser o dono de um artefato sagrado capaz de fornecer vida eterna para quem o possuir.

Para completar sua missão e honrar o nome da família Croft, Lara terá que utilizar uma variedade de armas para enfrentar a Trindade, uma seita religiosa que acredita estar fazendo um trabalho ordenado por Deus. Confira a análise feita pelo Tecnologia.

Jogabilidade
Pode esquecer essa mania de sair atirando para tudo quanto é lado para derrotar um comboio inimigo porque em Rise of the Tomb Raider, essa estratégia definitivamente não dá certo. O game meio que preza pelo stealh - modo onde o personagem não pode ser detectado por adversários - e coloca o jogador para matar os inimigos furtivamente.

Apesar da preferência pela discrição, o segundo título da saga da Crystal Dynamics também sabe como colocar a heroína em poucas e boas. Por diversas vezes, o jogador tem que suar a camisa ao ser obrigado a bater de frente com um número absurdo de inimigos armados até os dentes e que não descansarão enquanto não acabarem com a arqueóloga. Já que se esconder não é uma opção (até mesmo porque eles sempre sabem onde você está), a única alternativa é sair mandando bala.

 

As vezes, é preciso deixar a discrição de lado e partir para o ataque(foto: Crystal Dynamics/Divulgação)
As vezes, é preciso deixar a discrição de lado e partir para o ataque (foto: Crystal Dynamics/Divulgação)

 

Enquanto alguns combates são extremamente complicados, outras partes que aparentam, no inicio, desafiadoras, decepcionam ao serem extremamente simples e fáceis de serem resolvidas. Por sorte, missões faceis demais são raridade no game.

Como se os mercenários da Trindade não fossem suficientes, em algumas partes do game, a heroína tem que mostrar para o que veio e usar um arco e flecha para matar um urso ou invadir uma caverna povoada por uma matilha de lobos. E é exatamente ai que a trilha sonora deixa Rise of the Tomb Raider ainda mais sensacional. Enquanto o jogador explora o recinto, uma melodia mais rápida mostra que o perigo esta por vir e deixa o jogador ainda mais tenso e ansioso pelo encontro com os cães selvagens.

Mapas
O game mostra todo o seu potencial gráfico ao colocar Lara, já nas primeiras cenas, para desbravar uma montanha coberta de neve no norte da Sibéria e, algumas cenas depois, para sobreviver no deserto da Síria, ao relembrar o porquê de a arqueóloga estar no paraíso congelado.

 

(foto: Crystal Dynamics/Divulgação)
(foto: Crystal Dynamics/Divulgação)
 

Os cenários são bem maiores do que os do título anterior e escondem de moedas bizantinas - que podem ser usadas para trocar por armamentos com um ex mercenário da Trindade - a artefatos históricos e inscrições em russo, mongol e grego.

Fora da história
Rise of the Tomb Raider conta com uma infinidade de sidequests e jogáveis que estão fora da história principal. Tanto é que se o jogador não passar algumas boas horas focado em nenhuma missão secundária, ele dificilmente terá completado mais de 50% do jogo, mesmo depois de já ter derrotado a Trindade.

A presença de tumbas, ruínas e dezenas de ítens colecionáveis são alguns dos pontos positivos do jogo. Diversificadas, gigantescas e difíceis de encontrar - mesmo com a ajuda do mapa e de um aviso que informa que a localização de uma entrada está próxima - as tumbas fazem guardam sua própria história e deleitam os olhos do jogador com cenários explendidos.

 

(foto: Crystal Dynamics/Divulgação)
(foto: Crystal Dynamics/Divulgação)

 

Os habitantes locais também são responsáveis por algumas dessas “horas extras”. Não é raro eles pararem a heroína para pedira alguns favores e, em troca, oferecerem ajuda para encontrar algum elemento, informações adicionais ou itens que desbloqueiam updates e atualizações.

Conclusão
Em termos de jogabilidade, Rise of the Tomb Raider continua praticamente igual ao game anterior; o que é algo positivo, já que o título é considerado uma das melhores adaptações de jogos dos últimos tempos. Apesar da história fraca e relativamente comum, o segundo título da saga não decepciona e possui uma protagonista forte, determinada e independente; a Lara Croft que a nova geração de consoles realmente merece.

Maior, melhor e mais bonito, Rise of the Tomb Raider veio para mostrar que a franquia está mais viva do que nunca.

 

Informações técnicas:

- Publicação: Square Enix

- Desenvolvimento: Crystal Dynamics

- Plataformas: PC, Xbox 360 e Xbox One 

- Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos

- Jogadores: 1

- Preço: R$ 139,90 (Xbox One) e R$ 129,40 (Xbox 360)

 

Nota: 9

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