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Estado de Minas

Novo golpe disseminado no WhatsApp pode roubar dados de usuários

Mensagem falsa oferece recurso de videochamadas inexistente e links maliciosos distribuem scarewares


postado em 23/02/2016 16:44 / atualizado em 23/02/2016 16:44

Um dos principais artifícios usados por criminosos para espalhar ataques em redes sociais é a promessa de funções inexistentes. Um novo golpe baseado nesta estratégia tem circulado entre usuários do WhatsApp. A trapaça anuncia um suposto recurso de ‘videochamada’ que, por enquanto, não existe no aplicativo e chega às vítimas por algum contato.

(foto: Divulgação/Kaspersky Lab)
(foto: Divulgação/Kaspersky Lab)


Ao acessar o link, uma página com formato específico para dispositivos móveis aparecerá e vai solicitar o número de telefone para prosseguir.

(foto: Divulgação/Kaspersky Lab)
(foto: Divulgação/Kaspersky Lab)


O site malicioso então informa que, para receber o suposto recurso, é necessário convidar 10 amigos ou compartilhar o convite em três grupos para ativá-lo. Ao cumprir esta etapa, o usuário será direcionado para diversas redes de afiliados, cuja finalidade é oferecer o download e a instalação de softwares de origens duvidosas.

 

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As mensagens tentam assustar o usuário para que finalize o download. A tática é conhecida como scareware: campanha com objetivo de alavancar um app suspeito ou com benefícios limitados.

(foto: Divulgação/Kaspersky Lab)
(foto: Divulgação/Kaspersky Lab)


A oferta do software varia de acordo com o sistema operacional do celular. Se o acesso for feito com um Android, a mensagem exibida será outra.

 

(foto: Divulgação/Kaspersky Lab)
(foto: Divulgação/Kaspersky Lab)
 

 

“Essa campanha segue o mesmo estilo de outras que são maliciosas e encontramos disseminadas via WhatsApp”, comenta Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab — empresa que identificou o golpe — no Brasil.

O analista alerta ainda para outro fator importante: o golpe solicita o número de telefone da vítima. “Com essa informação os criminosos podem inscrever a linha em serviços que irão cobrar taxas das vítimas, diminuindo o saldo da linha ou enviando a cobrança na conta mensal”, alerta.

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