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Correio Braziliense REVIEW

Assassin's Creed Origins, o início da Irmandade dos Assassinos

Mais recente título da aclamada séria conta a origem dos Assassinos. Com novas mecânicas de jogo e design deslumbrante, Origins é, de longe, o melhor título da franquia


postado em 30/01/2018 09:00 / atualizado em 29/01/2018 18:16

(foto: Ubisoft/Reprodução)
(foto: Ubisoft/Reprodução)

 

Nos games, como no cinema, é comum quando um jogo faz sucesso e vira uma série, lançarem um título contanto o início da história e de como o enredo principal da saga surgiu. Às vezes, a tentativa de mostrar o que aconteceu antes de tudo acaba atrapalhando mais que agregando. Esse não é o caso de Assassin’s Creed Origins. O mais recente jogo da famosa franquia da Irmandade dos Assassinos é, provavelmente, o melhor de todos eles.

Como de costume da série, o título se baseia em um período histórico da humanidade, no caso de Origins, no Egito antigo — na época de Ptolemeu XVIII, Cleópatra e Júlio César. O game conta a história do Medjay Bayek de Siuá, um protetor do faraó e defensor do povo egípcio. Após presenciar a morte do filho, o protagonista parte em busca de vingança e começa a desvendar todo um ardil para controlar o país. É ele que, junto da esposa e amigos próximos, que dá início a famosa e oculta Irmandade dos Assassinos.

Beleza real
(foto: Ubisoft/Reprodução)
(foto: Ubisoft/Reprodução)

 

Desenvolvido pela Ubisoft, Assassin’s Creed Origins apresenta o que a produtora tem de melhor em conjunto gráfico. O game beira a perfeição. Os gráficos são muito realistas e encantam até quem não curte video games. As belas paisagens são de tirar o fôlego, o jogo conta com cenários de deserto (obviamente), cidades (Alexandria a maior delas), fazendas, pequenos vilarejos, mar, navios e inúmeras pirâmides, tudo parece saído de filmes.

Os cenários são deslumbrantes e muito realistas, mas mesmo assim não chegam nem perto da qualidade dos gráficos dos animais e dos humanos. Os personagens parecem humanos reais. Se retirar a parte de ação, controlada pelos jogadores, e deixar só a história contada, o game vira um filme da melhor qualidade, isso falando apenas da imagem, sem citar a trama.

Jogabilidade aprimorada

(foto: Ubisoft/Reprodução)
(foto: Ubisoft/Reprodução)

 

Primeiro, ao decidir jogar Assassin’s Creed Origins, se prepare para um game longo, muito longo. São necessários mais de 50 horas de jogabilidade para aproveitar tudo que o jogo tem a oferecer. Isso sem contar nos momentos que se perde apenas “admirando a paisagem”. Uma das novidades de Origins é a águia Senu. Com ela, é possível visualizar do alto acampamentos inimigos, fortificações, morada de animais, entre outros.

Com a água, é possível ver uma área antes de partir para a ação e, com isso, planejar melhor o que fazer, as vezes a estratégia é mais importante do que a luta em si. Como de costume, o estilo do jogo é de terceira pessoa. As lutas corpo a corpo foram aprimorada em relação a títulos anteriores, principalmente na parte da defesa, está mais simples desviar e bloquear ataques. Os ataques também estão aprimorados. A força e velocidade empregada depende diretamente do tipo de arma que o personagem estiver portando.

 

(foto: Ubisoft/Reprodução)
(foto: Ubisoft/Reprodução)

 

O egípcio carrega com dois tipos de arco, duas armas, um escudo e alguns assessórios, que podem ser dardos tranquilizantes, bombas de ferrão ou de fogo, entre outros. As armas principais variam em tamanho e poder de fogo e como em Far Cry (outra franquia famosa da Ubisoft), Bayek pode caçar animais presentes na região para aprimorar as armas, artefatos e a defesa. Além dos ítens, ele pode utilizar um cavalo ou camelo para transporte.

Sobre as batalhas, Bayek enfrenta todo tipo de inimigo, de pequenos soldados à generais, sem falar nos animais selvagens que também podem atacar, como crocodilos, cobras, leões, hipopótamos. Os adversários contam com um variado nível de dificuldade, quanto maior o CP, maior a proteção e mais difícil será superá-lo. Em alguns casos, é preciso evoluir o personagem principal antes de enfrentar um oponente, ou realizar um missão.

 

(foto: Ubisoft/Reprodução)
(foto: Ubisoft/Reprodução)
 

 

Praticamente tudo que Bayek realiza no jogo ajuda a aumentar o nível de XP para subir de nível. Os que mais dão pontos são as missões, que pode ser secundária — vão aparecendo de acordo com a exploração do mundo aberto — ou principal, importante para finalizar a história. Mas derrotar inimigos e animais ferozes e descobrir novas áreas também ajudam para melhora de nível.

Em busca de vingança

(foto: Ubisoft/Reprodução)
(foto: Ubisoft/Reprodução)
 

 

O personagem principal de Assassin’s Creed Origins é Bayek de Siuá, um Medjay do Faraó, ou seja, um protetor do monarca e defensor do povo egípcio. A história começa logo após ele presenciar a morte do filho. Com a tragédia, ele parte em busca de vingança. Apesar de ser uma figura solitária, ele conta com a ajuda de diversos integrantes da sociedade egípcia. Sua esposa, a bela e mortal Aya, também parte em vingança a morte do filho, mas por outros caminhos. Em diversos momentos os dois se encontram.

No meio da jornada, Bayek descobre que existe muito mais por trás da perda do filho e que existe toda uma conspiração que pode pôr em risco o povo e o próprio Egito. Durante sua missão pessoal para eliminar todos que tiveram participação na morte do filho, o Medjay se depara com algumas das figuras mais importantes da história egípcia, como os faraós Ptolomeu XVIII e Cleópatra e o imperador romano Júlio César.

 

(foto: Ubisoft/Reprodução)
(foto: Ubisoft/Reprodução)
 

 

Avaliação
- Jogabilidade: 10
- Entretenimento: 9
- Gráficos: 10
- Som: 9
- Nota final: 9,5

Informações técnicas
- Publicação: Ubisoft
- Desenvolvimento: Ubisoft
- Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC
- Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
- Jogadores: 1 (off-line)
- Preço: R$ 199 (PS4 e Xbox One), R$ 159,99 (PC)
 

Confira uma galeria com capturas de Assassin's Creed Origins

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(foto: Ubisoft/Reprodução )
 

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