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Correio Braziliense

Tesla diz que piloto automático estava ativo durante acidente fatal nos EUA

A Tesla informou em uma publicação em um blog na última sexta-feira que, antes do acidente, o condutor havia ativado o piloto automático, mas ignorou várias advertências


postado em 31/03/2018 14:45 / atualizado em 31/03/2018 14:49

(foto: Scott Olson/AFP)
(foto: Scott Olson/AFP)

Washington, Estados Unidos - O fabricante de automóveis elétricos Tesla confirmou que o piloto automático estava ativado ao se produzir um choque fatal na semana passada, o que pode exacerbar as preocupações sobre a segurança dos veículos autônomos.

A Tesla informou em uma publicação em um blog na última sexta-feira que, antes do acidente, o  condutor havia ativado o piloto automático, mas ignorou várias advertências.

"Nos momentos prévios à colisão (...) o piloto automático foi conectado", disse a Tesla, acrescentando que "o motorista havia recebido antes, dentro da unidade, várias advertências visuais e sonoras de utilizar as mãos, e suas mãos não foram detectadas no volante durante os seis segundos anteriores à colisão".

Um veículo Tesla Modelo X colidiu contra uma barreira perto da cidade de Mountain View, na Califórnia, em 23 de março, pegando fogo antes de ser atingido por outros dois automóveis.

O motorista, identificado por The Mercury News como Wei Huang, um homem de 38 anos, morreu mais tarde no hospital.

Segundo a fabricante, "o motorista teve aproximadamente cinco segundos e 150 metros de alcance de visão" antes de bater no obstáculo de concreto, mas os registros do veículo mostram que ele não reagiu".

A Tesla acrescentou que a razão pela qual o automóvel autônomo sofreu um dano tão grande foi o fato de a barreira da pista "ter sido danificada em um acidente anterior sem ser substituída".

"Nunca vimos este nível de dano em um Modelo X em nenhuma outra batida", garantiu.

A companhia - fundada há 15 anos pelo empresário sul-africano Elon Musk - também tentou minimizar os temores sobre sua nova tecnologia, alegando que um ano atrás o próprio governo dos Estados Unidos a observava como uma forma viável "de reduzir o número de colisões para 40%".

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