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Correio Braziliense

Games de realidade virtual ajudam a treinar socorristas

Simuladores foram projetados para que bombeiros, policiais e outros profissionais aprendam e pratiquem a melhor forma de operar e se comunicar em emergências


postado em 07/05/2018 11:49

O desenvolvedor de jogos Jack Lewis testa ferramenta para bombeiros(foto: Burrus/NIST/Divulgação)
O desenvolvedor de jogos Jack Lewis testa ferramenta para bombeiros (foto: Burrus/NIST/Divulgação)

 
A realidade virtual produz videogames divertidos. Mas essa também é uma ferramenta séria de treinamento. Os pilotos testam suas habilidades com simuladores de voo, enquanto os militares podem praticar com jogos de guerra, por exemplo. Agora, pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (Nist, sigla em inglês), nos Estados Unidos, pretendem tornar as simulações mais reais para socorristas, permitindo que bombeiros, policiais e outros profissionais aprendam e pratiquem a melhor forma de operar e se comunicar em emergências.

A equipe do Nist está desenvolvendo ambientes virtuais com cenários como incêndios em hotéis. O objetivo é estimular a indústria a criar interfaces de usuário — a parte visível do sistema, por meio da qual ele se comunica para realizar suas tarefas — que sejam melhores, mais baratas, tenham eficácia comprovada e sejam lançadas no mercado mais rapidamente do que seria normal. Elas poderiam ser incorporadas nas máscaras dos bombeiros ou em óculos inteligentes usados por técnicos socorristas, por exemplo.

“Não há atualmente nenhum método para testar e medir interfaces de usuário para socorristas”, afirma o líder do projeto, Scott Ledgerwood. “Queremos permitir o desenvolvimento, o teste e a prototipagem rápida dessas interfaces em um ambiente seguro, controlado e repetitivo. A realidade virtual ainda está engatinhando e, embora tenha havido alguns avanços fantásticos na simulação de treinamento, ninguém que conhecemos realmente analisou isso do ponto de vista de testes e experimentos”, continua.

Ambientes
O desenvolvimento de qualquer novo produto para socorristas requer testes complexos, pois experimentá-lo em casos de emergências reais pode expor esses profissionais a grandes riscos. O projeto usa fones de ouvido e controles de movimento existentes no mercado, enquanto que a equipe do Nist é responsável pelo conteúdo. Por enquanto, os softwares apresentam cenários de combate a incêndios em um hotel, em uma casa na montanha e no ambiente de escritório. Os usuários podem escolher seu posicionamento dentro do cenário e operar um controlador para simular uma mangueira de incêndio.

O Nist teve de contratar especialistas incomuns para esse projeto: Jack Lewis, que recentemente obteve um diploma acadêmico em design de videogames e agora está usando suas habilidades criativas para fazer software de utilidade pública. “Achei o trabalho legal. Nem todo mundo tem uma chance como essa para fazer a diferença”, considera Lewis. Em um futuro próximo, a equipe planeja criar cenários virtuais adicionais que sejam úteis para diversos tipos de socorristas.

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