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Correio Braziliense

Por questão ética, funcionários do Google rejeitam colaborar com Pentágono

Ao menos 4 mil funcionários do Google já firmaram um documento que começou a circular há três meses e que pede ao grupo que renuncie ceder suas ferramentas de inteligência artificial para ajudar os militares


postado em 16/05/2018 09:43 / atualizado em 16/05/2018 09:50

(foto: Loic Venance/AFP)
(foto: Loic Venance/AFP)

 
San Francisco, Estados Unidos - Milhares de funcionários do Google pediram à empresa que permaneça fora do "comércio da guerra", enquanto outros já deixaram o grupo em protesto por sua colaboração com as forças armadas americanas, revela a imprensa dos EUA na terça-feira (15/4).  

Ao menos 4 mil funcionários do Google já firmaram um documento que começou a circular há três meses e que pede ao grupo que renuncie ceder suas ferramentas de inteligência artificial para ajudar os militares a aumentar a eficiência de seus drones na identificação de alvos.

O site especializado Gizmodo revelou que uma "dúzia" de funcionários do Google renunciou por razões éticas.

O grupo americano não respondeu à AFP sobre sua colaboração com as forças armadas no chamado "Projet Maven", que segundo os signatários utiliza a inteligência artificial para ajudar os drones militares a diferenciar humanos de objetos. 

"Pensamos que o Google não deveria participar do comércio da guerra", destaca o texto, disponível na Internet. "Pedimos que o projeto Maven seja anulado e que o Google elabore, divulgue e ponha em  prática uma política clara que estabeleça que o grupo e suas subsidiárias não construam jamais tecnologia para a guerra". 

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