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Correio Braziliense

Robô pode ajudar em estudos com seres vivos no fundo do mar

Máquina impressa em 3D pode manipular seres frágeis sem machucá-los


postado em 27/08/2018 06:30

Protótipo pega um pepino-do-mar a mais de 1.200 metros de profundidade: habilidade com seres frágeis(foto: Vogt et al., 2018, courtesy of Schmidt Ocean Institute/Divulgação)
Protótipo pega um pepino-do-mar a mais de 1.200 metros de profundidade: habilidade com seres frágeis (foto: Vogt et al., 2018, courtesy of Schmidt Ocean Institute/Divulgação)

 
Interagir com organismos vivos no fundo do mar é um desafio para pesquisadores, que recorrem a dispositivos de metais pouco flexíveis. Uma equipe da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criou um robô que pode resolver esse problema. A máquina é impressa em 3D e consegue manipular seres de corpo mole e altamente frágeis sem machucá-los. Além disso, há a possibilidade de alterar o formato dela no meio da exploração científica.

“Como as expedições para partes remotas do mundo são caras e demoradas para planejar, a impressão imediata de manipuladores robóticos compactos oferece uma solução em tempo real para melhor entender e interagir com delicados ambientes de águas profundas”, ressalta Daniel Vogt, um dos autores do estudo que detalha a solução tecnológica, divulgado recentemente na revista PLOS One.

Vogt e colegas testaram o protótipo, de outubro a novembro de 2017, em uma expedição em mar profundo na Área Protegida das Ilhas Fênix, no Oceano Pacífico. Eles projetaram, imprimiram em 3D e usaram manipuladores robóticos para interagir com espécies a até 2.224 metros de profundidade usando um veículo operado remotamente. Com base no feedback instantâneo, a equipe redesenhou as peças, adicionando, por exemplo, unhas às pontas dos dedos da máquina. A modificação a ajudou a segurar com mais facilidade animais frágeis, como o pepino-do-mar.

“Através da impressão 3D, podemos inovar rapidamente e criar robótica leve para interagir com animais delicados, que anteriormente não eram examinados porque eram muito frágeis”, diz David Gruber, coautor do estudo. “Isso também oferece um meio menos invasivo de interagir com organismos marinhos profundos de crescimento lento, alguns dos quais podem ter até 18.000 anos de idade”, destaca Vogt.

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