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Correio Braziliense

CEO da Apple defende lei de proteção de dados nos Estados Unidos

Tim Cook, presidente executivo da Apple, afirma que esta legislação deve proteger o direito de coletar um mínimo de dados e saber quais são e sua finalidade


postado em 24/10/2018 15:09

O modelo econômico da Apple reside na venda de aparelhos eletrônicos e, cada vez mais, de serviços(foto: AFP)
O modelo econômico da Apple reside na venda de aparelhos eletrônicos e, cada vez mais, de serviços (foto: AFP)
 
Bruxelas, Bélgica - Tim Cook, presidente executivo da Apple, afirmou nesta quarta-feira que o gigante tecnológico americano apoiava a ideia de uma legislação sobre a proteção de dados pessoais nos Estados Unidos.

"Nós, na Apple, apoiamos totalmente a adoção de uma lei federal completa sobre a proteção da vida privada nos Estados Unidos", declarou Cook em coletiva de imprensa.

Para o americano, esta legislação deve proteger o direito de coletar um mínimo de dados e saber quais são e sua finalidade. "É a única maneira de dar aos usuários o poder de decidir qual coleta é legítima", explicou.

As empresas afetadas também devem, em sua opinião, "reconhecer que os dados pertencem aos usuários", que manteriam o direito de corrigi-los ou suprimi-los. Cook também defende o "direito à segurança" da informação.

O CEO da Apple, que participou de uma conferência internacional dos responsáveis %u200B%u200Bpela proteção da privacidade, elogiou em Bruxelas o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGDP), que entrou em vigor na UE em 25 de maio. 

Ao contrário de empresas como Facebook ou Google, o modelo econômico da Apple não reside na coleta e exploração comercial de dados pessoais de seus usuários, mas na venda de aparelhos eletrônicos e, cada vez mais, de serviços.

"Estamos otimistas sobre o potencial benéfico da tecnologia", disse Tim Cook, que lamentou, no entanto, a "vigilância" das empresas e a coleta de dados que "enriquecem".

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