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Correio Braziliense

Facebook pagou usuários para monitorar atividade de seus smartphones

Uma pesquisa, realizada pelo site de notícias TechCrunch, revelou que a iniciativa foi utilizada para coletar dados sobre os hábitos dos usuários


postado em 30/01/2019 17:55

(foto: LOIC VENANCE / AFP)
(foto: LOIC VENANCE / AFP)
 
O Facebook pagou usuários, incluindo adolescentes, para monitorar a atividade de seus smartphones, no âmbito de planos para conseguir dados que o ajudassem em seus esforços competitivos, segundo um informe que poderia gerar novas preocupações sobre a privacidade na rede social.

Uma pesquisa, realizada pelo site de notícias TechCrunch, revelou que a iniciativa, inicialmente conhecida como Onavo Project e depois rebatizada como Facebook Research, foi utilizada para coletar dados sobre os hábitos dos usuários.

A notícia poderia representar um problema adicional para o Facebook, que se encontra sob escrutínio público por seu fracasso em tomar medidas enérgicas contra a manipulação de sua plataforma e por ter compartilhado dados privados com seus sócios.

Após a publicação das informações do TechCrunch, o Facebook disse, nesta quarta-feira (30), que estava encerrando o aplicativo no sistema operativo iOS da Apple, mas não deixou claro se este continuava ativo para os usuários de Android.

Segundo o informe, o aplicativo inicial Onavo foi encerrado por violar a política de privacidade da Apple, e a nova versão também poderia infringir os termos da companhia.

O programa pagou a usuários de 13 a 35 anos até 20 dólares por mês para obter um acesso "de raiz" a seus aparelhos, com o objetivo de monitorar sua localização, o uso de aplicativos, os hábitos de consumo e outras atividades.

Em um comunicado à AFP, o Facebook disse que não havia "nada secreto" nesta iniciativa e que Onavo e Facebook Research eram programas separados.

"Não estava 'espionando' já que todas as pessoas que se inscreveram para participar foram informadas convenientemente, foi pedida a sua autorização e foram pagas", esclarece o comunicado da companhia.

"Menos de 5% das pessoas que decidiram participar desta pesquisa de mercado eram adolescentes. E todos eles assinaram formulários de consentimento dos pais", acrescentou.

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