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Correio Braziliense

Concurso premia jogos criados por mulheres; não é preciso saber programação

De acordo com uma pesquisa divulgada no ano passado, as mulheres representam mais da metade dos usuários de jogos mobile


postado em 11/06/2019 17:21 / atualizado em 11/06/2019 17:22

(foto: Google/Divulgação)
(foto: Google/Divulgação)
São Paulo — Uma competição voltada para mulheres gamers premiará duas participantes com a produção e o lançamento das ideias inscritas. Os jogos das vencedoras serão produzidos em parceria com a Tapps Games, uma das maiores produtoras de jogos mobile no Brasil, e lançados no Google Play no início de 2020. Elas também ganharão acesso a conteúdo on-line com 144 horas de aulas sobre programação. São 16 cursos em diversas áreas do desenvolvimento de jogos. Além disso, as ganhadoras receberão mentoria em São Paulo, na sede da Tapps. Uma visita ao escritório do Google em São Paulo também está inclusa na lista de prêmios.

O desafio Change the Game (Mude o Jogo) está com inscrições abertas desde quinta-feira (6/6); o prazo é 30 de setembro. Para participar, é necessário ter entre 15 e 21 anos e ser aluna do ensino médio, em instituições públicas ou privadas. Além de preencher um formulário com a descrição do jogo, mecânica, narrativa e personagens, é preciso responder a uma pergunta: "Como o conceito está relacionado com o tema O que quero ver no futuro?". Não é necessário ter conhecimento em design de jogos ou programação: o objetivo é que as ideias mais criativas ganhem. Acesse o site e confira as regras do concurso.

Outras 500 participantes selecionadas também receberão acesso ao curso de desenvolvimento de jogos. A banca julgadora será composta por 10 mulheres brasileiras de dentro e fora da área de desenvolvimento de jogos, entre elas Camila Achutti, referência mundial na luta por mais mulheres na tecnologia, Iana Chan, fundadora do PrograMaria, e Mônica Sousa, inspiradora da personagem homônima e diretora- executiva da Mauricio de Sousa Produções. O anúncio dos vencedores ocorre em novembro de 2019. Esta é a primeira edição do Change the Game fora dos Estados Unidos.

De acordo com a Pesquisa Game Brasil de 2018, 75,5% dos brasileiros jogam games eletrônicos. Dessa parcela, mais da metade — 58,9% — são mulheres. No entanto, elas representam somente 15% dos estudantes de cursos de Ciência da Computação e Engenharia, segundo a Sociedade Brasileira de Computação (SBC). "Há um problema de entrada no curso, conclusão dele e início da carreira", aponta Maia Mau, coordenadora de Marketing do Google Play na América Latina, sobre as dificuldades encontradas por mulheres que desejam se especializar em tecnologia.
 
*A repórter viajou a convite do Google

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