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Correio Braziliense

Servidor do Telegram sofre ataque do tipo DDoS e aplicativo fica instável

Apesar da instabilidade, a empresa garante que as informações e mensagens dos clientes estão seguras, devido à natureza do ataque


postado em 12/06/2019 11:04 / atualizado em 12/06/2019 11:04

(foto: Yuri Kadobnov/AFP)
(foto: Yuri Kadobnov/AFP)
 
A empresa responsável pelo aplicativo de troca de mensagens Telegram anunciou, na manhã desta quarta-feira (12/6), que o serviço sofreu um ataque cibernético conhecido como DDoS. É um ataque de negação de serviço (do inglês 'distributed denial of service attack') que busca deixar o programa ou página inutilizável. De acordo com o Twitter do Telegram, usuários das Américas e alguns outros países podem encontrar problemas de conexão.

O DDoS não se trata de um ataque 'hacker' de invasão do sistema ou dados. É uma sobrecarga do servidor que resulta na inviabilização do serviço prestado. Nas palavras da própria empresa, no ataque "os servidores recebem GAZILHÕES de pedidos 'lixo', o que os impede de processar os pedidos legítimos". O Telegram ainda aproveitou o espaço no Twitter para comparor a situação com uma fila de fast-food em que um "exército de lêmingues" (pequenos roedores) entra na sua frente e ainda pede o maior sanduíche do cardápio. Os atendentes da lanchonete, então, passariam um bom tempo tentando convencer os invasores de que estavam no lugar errado, atrasando, portanto, os pedidos de clientes reais.


A empresa ainda chamou os responsáveis pelos ataques de "caras maus" e explicou que eles fazem uso de robôs em computadores de pessoas comuns, infectados com malware sem que elas soubessem. Outra analogia usada pelo Telegram foi com o apocalipse zumbi: "Imagina que um dos agressores é o seu avô". 

Segurança dos dados


Apesar da instabilidade, a empresa garante que as informações e mensagens dos clientes estão seguras, devido à natureza do ataque. Tudo isso ocorre apenas dias após o vazamento de mensagens envolvendo o então juiz federal Sérgio Moro (hoje ministro) e o procurador Deltan Dallagnol, entre outros membros do MPF. De acordo com um especialista entrevistado pelo Correio, não é possível determinar ainda se a divulgação das conversas foi fruto de ataque hacker, uma falha de segurança do Telegram ou o mau uso do aplicativo.

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