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Estado de Minas

É fácil chegar às piscinas naturais de Porto de Galinhas

O único problema é que o movimento no verão pode incomodar


postado em 09/03/2011 19:46

Formas interessantes surgem pela ação das marés nos concorridos arrecifes de coral. Entre elas, este perfeito mapa do Brasil(foto: Marlyana Tavares/EM/D.A Press)
Formas interessantes surgem pela ação das marés nos concorridos arrecifes de coral. Entre elas, este perfeito mapa do Brasil (foto: Marlyana Tavares/EM/D.A Press)
Desfrutar das águas mornas e dos peixes coloridos das piscinas naturais tem seu preço. É preciso cuidado para não descaracterizar esses espaços. Afinal de contas, os corais estão por todos os lados e há uma importante biodiversidade. Ambos podem se ressentir do pisoteamento e da presença das pessoas, com seus filtros solares ou bronzeadores, que alteram o pH da água. Ciente disso, a Prefeitura de Ipojuca, à qual pertence Porto de Galinhas, instalou monitores ambientais na entrada das piscinas. O banhista tem direito a permanecer no máximo 20 minutos no local.

Mas, no alto verão, as piscinas naturais de Porto de Galinhas não têm descanso e as jangadas que levam os banhistas até lá fazem mão dupla no lugar. É um entra e sai de gente tão grande que fica difícil conseguir um lugarzinho ao sol para observar os peixes. O mais frequente deles é o peixe-palhaço, listrado de amarelo e preto. De tão acostumados que estão com as pessoas, juntam-se em volta de qualquer um que movimente as mãos como se fosse alimentá-los.

Engana-se quem pensa que alimentar os peixes é proibido. Os jangadeiros vendem ração balanceada, e não é à toa que os peixes ficaram viciados.

Muitos visitantes preferem chegar às piscinas naturais de jangada (R$ 5 por pessoa). Essa alternativa pode até ser mais segura por causa da maré, que, dependendo do dia, sobe rápido. Mas também dá para chegar até lá caminhando pela água. Nos recifes, chama a atenção um desenho em forma de mapa do Brasil.

Coqueiros
Depois de interagir com os peixinhos, uma boa ideia é conhecer as praias em volta. Camboa está mais próxima ao Porto de Suape. Muro Alto, onde se instalaram os resorts, é caracterizada por um enorme arrecife e ganhou este nome por causa de sua formação rochosa. Cupe, com seu pontal, tem fileiras de coqueiros e, ao lado de Merepe, é bastante procurada por quem gosta de esportes radicais.

Seguem Maracaípe, Pontal do Maracaípe, Enseadinha, Serrambi, Toquinho e Guadalupe, de onde se pode ir à Ilha de Santo Aleixo. Andando um pouco mais, já no município de Tamandaré, chega-se à Praia de Carneiros, um capricho da natureza, com belíssimas piscinas naturais e um clima bem mais tranquilo do que Porto de Galinhas.

A jornalista viajou a convite do Nannai Beach Resort.

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