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Estado de Minas

Descubra o segredo da gastronomia da Dinamarca


postado em 01/06/2011 10:43

Escolha o peixe ideal: pode ser salmão defumado ou camarão fresco. Junte carnes frias, corte os queijos, frite os ovos, salpique hortaliças e decore com ervas e patês. Tudo sobre um pão escuro chamado rugbrod. Cerveja para acompanhar e… Está pronto um dos pratos mais tradicionais da Dinamarca: o sanduíche aberto smorrebrod. A receita parece simples ou rústica demais? Pois saiba que, desde o século 19, surgiram restaurantes empenhados em colocar mais um punhado de charme e sofisticação na mistura. Fizeram dessa e de outras delícias típicas os componentes de uma das cozinhas que, cada vez mais, vem sendo listada entre as melhores do mundo.

Pela segunda vez, o restaurante Noma, em Copenhague, tem o título de melhor do mundo, obtido na votação do The San Pelegrino World’s 50 Best Restaurants. No Brasil, o chef do ano, eleito por várias publicações especializadas, é o dinamarquês Simon Lau, do brasiliense Aquavit. E o sucesso da gastronomia nórdica não é à toa. Nos últimos 20 anos, houve um intenso movimento dos restaurantes para resgatar a culinária local. “Isso resultou em algo jamais visto. Faz com que pessoas de outros países viajem até a Dinamarca para conhecer uma cozinha completamente nova e diferente”, empolga-se Simon.

O chef explica que a tradição gastronômica da terra natal era limitada à imitação dos quitutes e dos molhos franceses e que a França era referência na hora de cozinhar. Os ensinamentos foram válidos, mas agora preferem investir em temperos e sabores típicos da região. Além de dar cara nova aos pratos tradicionais, a moda também é usar ingredientes orgânicos. Como o país fica muito ao norte, legumes e frutas demoram para amadurecer. Porém, quando estão no ponto, surpreendem o paladar. Os morangos ficam doces como mel. E os camarões — que crescem sete ou oito vezes mais tarde do que os camarões de mar tropical por causa da temperatura da água — são macios e saborosos.

Os produtos de primeira linha, antes exportados, agora estão na mesa dos conterrâneos de Simon Lau. E com novidades: que tal experimentar camarões vivos? É uma das invenções do restaurante Noma, que conquista cada vez mais visitantes. “A culinária contemporânea dá um passo à frente, mas de olho no passado”, filosofa o chef. Para mostrar o conceito na prática, o chef fará a segunda edição de uma viagem aos templos gastronômicos do norte da Europa. Ele guia 15 pessoas pelo roteiro que considera imperdível conhecer: os restaurantes Noma, Saison, Geranium são alguns e — sem falta — a casa da própria família e de amigos ligados aos mundos da agricultura e da gastronomia.

Para completar o cenário de dar água na boca, o chef ainda sugere visitas a museus, passeios de barco no arquipélago para sentir a brisa gostosa de verão e ver paisagens paradisíacas. “O mar da Escandinávia lembra a história dos vikings e, ao mesmo tempo, inspira modernidade”, suspira. Isso se reflete, sem dúvida, na paixão por frutos do mar, no orgulho das origens e nas ideias inovadoras na mesa.

Quinze anos de Brasil
Veio para o Brasil em 1996 e abriu o restaurante Aquavit em 2005. O local é considerado o melhor lugar para comer de Brasília e do Centro-Oeste pelo Guia Quatro Rodas deste ano. Saiba mais detalhes no www.restauranteaquavit.com.

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