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Estado de Minas

Hotéis com conforto para bichos e donos


postado em 20/07/2011 13:16 / atualizado em 20/07/2011 13:28

Christyan viveu nos EUA e ia para todo canto com Chiquita. No brasil, ele precisou cancelar uma viagem por não encontrar hotel que aceitasse o cão.(foto: Arquivo Pessoal)
Christyan viveu nos EUA e ia para todo canto com Chiquita. No brasil, ele precisou cancelar uma viagem por não encontrar hotel que aceitasse o cão. (foto: Arquivo Pessoal)
Quem planeja viajar pelo Brasil com um bicho e não conta com parentes ou amigos na cidade de destino costuma ter trabalho em dobro para conseguir um lugar para ficar. Não basta que a hospedagem seja confortável e de bom preço: também precisa aceitar a presença dos pets. E, aos poucos, os hotéis com esse perfil se tornam mais comuns no país. O número cresce entre 1% e 2% por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) — que, no entanto, ainda não calculou uma média nacional.

Os hotéis, as pousadas e os spas que estão de olho nessa clientela de luxo oferecem serviços especiais para os bichinhos. Espalhados pelas regiões Sul e Sudeste, costumam dispor de babá, kits (ração, comedouro, bebedouro e brinquedos), caminhas com travesseiro, canis com piscina e monitoramento por câmera, atendimento veterinário, além de banho e tosa. Mordomias que a branquinha (e sem raça definida) Nikole, gata-propaganda de laboratórios e de produtos específicos para felinos, conhece bem.

Estrutura

Com vida agitada e cheia de mordomias, Nikole viaja com três malas cor de rosa, vai na poltrona do avião — acompanhada da dona, claro — e fica hospedada em hotéis com direito a uma cama só para ela. “Somos muito bem acolhidas nos hotéis. Fico na cama de casal e, ela, na de solteiro”, conta a dona, Cecy Passos, 41 anos, consultora em produtos para gatos. Ela não deixa faltar nada para Nikole. “Levo nas malas produtos de estética e alimentação. Tem pente, roupas, vitamina para o pelo, protetor de unha...”, enumera. “Quando um hotel não recebe, para mim é uma ofensa. O lugar precisa ter estrutura para pets. É questão de mudança de conceito”, defende.

A presença ainda tímida dessa estrutura foi um dos aspectos que Christyan Silva, 31 anos, mais estranhou quando saiu dos Estados Unidos e voltou ao Brasil. Dono da labrador Chiquita, ele marcou um passeio a Natal (RN) para maio deste ano. Precisou cancelar o pacote da agência de viagens porque não encontrou, por lá, nenhum hotel que aceitasse cachorros. “Não tinha onde deixá-la. Resolvi ir para a casa da minha família, em Caldas Novas (GO)”, lamentou. “Nos Estados Unidos, o cachorro é muito respeitado. Poderia viajar para onde fosse e encontraria algum hotel que aceitasse o animal. Aqui, o tratamento ainda é diferente.”

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