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Estado de Minas

Japão se reergue depois dos terremotos e dos tsunamis que devastaram o país


postado em 21/09/2011 09:48

A bola vermelha da bandeira do Japão parece traduzir um alerta permanente desse país — tão repleto de signos, cerimônias e significados — contra as constantes intempéries da natureza que teimam em atingir o pequeno território. Isso sem falar dos bestiais vacilos humanos contra sua civilização.

Visitar o Japão é conviver com uma história milenar de tradição, superação e busca da modernidade. Não dá para esquecer aquele país do pós-guerra, total e literalmente arrasado por duas bombas nucleares jogadas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki em 1945. Impossível apagar esse pesadelo de nossas memórias.

Também é difícil esquecer que, em 11 de março deste ano, um terremoto com magnitude de 8,9 graus na escala Richter destruiu parte do norte do território japonês. O fenômeno ainda gerou um tsunami arrasador, que atingiu a usina nuclear de Fukushima, revelando certa fragilidade no manuseio desse tipo de energia. A terceira economia do mundo (atrás dos Estados Unidos e da China) tornou-se ainda mais frágil; o mundo ficou assustado e o povo japonês buscou saída no trabalho árduo e no tradicional silêncio zen.

 

Seis meses após o abalo sísmico, quem chega ao aeroporto de Narita para visitar Tóquio, depois de uma viagem que dura cerca de 30 horas, encontra um país que ainda padece por conta de uma longa crise econômica, mas onde o povo vive e produz normalmente. Estradas e cidades foram reconstruídas. Segundo informações do jornal Nikkei, a produção global das montadoras japonesas deve somar quase 23 milhões de veículos no ano fiscal de 2011, volume muito próximo do recorde atingido em 2007. Ainda segundo a reportagem, Toyota, Nissan, Mitsubishi e Honda pretendem fabricar mais de 13 milhões de veículos no segundo semestre do atual ano fiscal, que vai de outubro a março de 2012.

No hotéis e nos restaurantes, há letreiros com pedidos de desculpas por microcortes de energia em alguns serviços — durante um banho quente ou quando se aumenta o frescor do ar-condicionado, por exemplo. Mas essas são coisas triviais.

Batuque documentado
O jornalista e poeta Luís Turiba integra a equipe do documentário Samba no Japão. O filme é uma produção de Maxtunay França (agência IN9) custeada pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC/DF). Além do diretor-produtor e do repórter, viajaram à terra do sol nascente o cinegrafista sergipano Luís Carlos Costa e a cantora de samba Masako Tanaka (Mako), japonesa que mora no Rio e participa do grupo Mulheres de Chico.

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