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Estado de Minas

Mucugê: a Campos do Jordão baiana


postado em 07/12/2011 08:30

Otacílio Lage

As sempre-vivas, típicas de Mucugê: a flor é cobiçada pelos europeus
As sempre-vivas, típicas de Mucugê: a flor é cobiçada pelos europeus


O grupo sai no quarto dia para um longo roteiro, antes de chegar a Mucugê, outra cidade do Brasil colônia. Paramos na Toca do Morcego, onde o artesanato em pedra chama a atenção dos turistas.

Perto dali, no município de Itaetê, fica o Poço Encantado, no interior de uma gruta. O reflexo da luz solar, que entra por fresta da rocha, faz a água parecer azulada, por influência do calcário depositado no fundo do lago subterrâneo, cuja profundidade passa dos 60 metros.

Com a tarde caindo, partimos para o município de Nova Redenção, poucos quilômetros adiante, para, depois de atravessar o Rio Paraguaçu de barco, visitar outro poço: o Azul. Nele, é permitido fazer flutuação usando coletes cedidos pela família dona da propriedade em que fica essa maravilha da natureza. O fenômeno é o mesmo que se observa no Encantado. Chegamos a Mucugê no início da noite. O apelido de Campos do Jordão da Bahia se justifica pelo friozinho e pela garoa fina.

No quinto dia, parte do grupo faz mais uma trilha e visita a Cachoeira do Tiburtino. Mas também dá para optar por um programa sossegado: conhecer o cemitério da cidade — o único em estilo bizantino do país —, o Projeto Sempre Viva e o Museu do Garimpo. Esses últimos passam aos jovens a importância do extrativismo sustentável.

Nos últimos momentos da viagem, o grupo vence 110km de carro, pega o avião para Salvador no Aeroporto de Lençóis e, de lá, cada um segue para suas cidades. Fica a certeza de que a Chapada é grandiosa demais para apenas alguns dias de passeio. O ideal é, sem exagero, um mês

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