Publicidade

Estado de Minas

Cidade de Mendoza surpreende por seu poder de mobilização e organização


postado em 25/01/2012 11:13

A Plaza Independencia é uma das mais bonitas da cidade: reduto de estudantes, casais e artistas de rua(foto: Shirley Pacelli/EM/D.A Press)
A Plaza Independencia é uma das mais bonitas da cidade: reduto de estudantes, casais e artistas de rua (foto: Shirley Pacelli/EM/D.A Press)
Mendoza, capital da província de mesmo nome, diz a que veio logo de cara: já no aeroporto, vinhedos recepcionam os viajantes. A finca do local faz lembrar que a cidade abriga 1,2 mil das 1,8 mil bodegas existentes na Argentina. Ao pé da Cordilheira dos Andes, próximo ao pico do Aconcágua, o ponto mais alto das Américas, o destino surpreende por seu poder de mobilização e organização.

Em 1861, um terremoto destruiu a cidade, deixou milhares de vítimas e acabou com os edifícios coloniais. Dessa época, restaram somente as ruínas de um igreja jesuíta. Depois da catástrofe, Mendoza foi reconstruída e planejada para proteger seus habitantes. Há cinco praças no centro da cidade, estrategicamente posicionadas de modo a serem pontos seguros para reunir a população caso ocorram abalos sísmicos de grandes proporções. Pequenos tremores, jamais sentidos pelas pessoas, são recorrentes.

Em pleno deserto, a cidade desenvolveu um sistema complexo de irrigação, que a serve por completo, das parreiras aos jardins de palácios governamentais. Entre a calçada e a rua, existe um canal por onde corre a água vinda dos Andes. Pequenas pontes servem para passar de uma via a outra. Cada árvore da região foi plantada pela população. E, acredite, são muitas. No centro, espécimes gigantes, lado a lado, formam um túnel natural de puro frescor, sensação agradável num lugar tão seco. Aliás, atenção, mulheres: usem muito creme, como recomendam as argentinas ao contar o segredo das peles de pêssego.

A Plaza Independencia — no centro de um quadrilátero formado pelas praças Chile, San Martín, Sarmiento e Itália — é uma das mais bonitas. Um chafariz proporciona um pequeno show de luzes à noite. Além disso, há uma grande estrutura com o nome Mendoza em destaque, ideal para marcar território nas fotos.

Nesse espaço, há lugar para estudantes, casais, circenses e artesãos. Hippies fazem dreadlocks nos cabelos de outros jovens e bandas instrumentais de moços barbudos, à Los Hermanos, apresentam-se e passam o chapéu no fim. O point mendocino (denominação dada em espanhol a tudo que é relativo à cidade) fica na Rua Aristides. Na larga passarela há pubs, bares e uma infinidade de lojas, inclusive muitas agências de viagens, que oferecem roteiros variados.

Ônibus abertos, com serviço de guia, oferecem city tour a 24 pesos argentinos (cerca de R$ 10) por passageiro. O passeio, com duração de duas horas, tem como destino o Parque General San Martín, com 307 hectares de vegetação e destaque para o monumento Cerro de la Gloria, em homenagem ao exército dos Andes. (SP)

Voos

Período: 8 a 15 de fevereiro.
Ida e volta.

Aerolineas Argentinas
www.aerolineas.com.ar
0800-707-3313
Brasília — Mendoza
a partir de R$ 1.202,80*.
Brasília — Salta
a partir de R$ 1.202,80.

TAM
www.tam.com.br
0800-570-5700
Brasília — Mendoza
a partir de R$ 1.234,68.
Brasília — Salta
a partir de R$ 1.355,67.

* Preços sujeitos a alterações.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade