Janine Moraes
postado em 06/02/2013 09:43

Quando boa parte da América do Sul era colônia da Espanha, Cartagena das Índias demandava da coroa atenção especial. Pelo porto da cidade, um dos mais importantes da América Latina, na época, escoava a cobiçada riqueza fruto da exploração espanhola. Abrigando tanta fortuna, era constante alvo de invasões e de ataques piratas. O que obrigou o Rei da Espanha Felipe II a construir a maior obra de arquitetura militar do período colonial. Voltado para o continente, mandou erguer um castelo de pedra gigantesco a fim de garantir a segurança por terra, o Forte de San Felipe; e ao redor da cidade, uma muralha de pedra com canhões apontados para o mar, que fez a cidade ficar conhecida entre os colombianos como ;corralito de piedra;.
Quem cruza a muralha lendária, que manteve Cartagena a salvo dos pagãos e dos piratas, em seus anos de esplendor ;, como descreve o famoso escritor colombiano Gabriel García Marques, Prêmio Nobel de Literatura, em seu livro Viver para contar ;, tem, no mínimo, uma experiência muito agradável: ;Bastou dar um passo dentro da muralha para ver, em toda sua grandeza, a luz melva das seis da tarde, e não consegui reprimir o sentimento de ter tornado a nascer;.
