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Estado de Minas BELÉM DO PARÁ

Pré-quatrocentona, Belém tem diversidade histórica, cultural e de natureza

A capital paraense completa 400 anos em janeiro de 2016 com orgulho da sua história. A tradição é mantida na arquitetura colonial, no incentivo à cultura com seus ritmos, crenças e traços e na preservação da natureza generosa


postado em 07/10/2015 18:54 / atualizado em 07/10/2015 18:54

Na maior feira aberta da América Latina, a variedade de barracas transformou o lugar em um ponto de encontro da população: produtos e tradição(foto: Ana Lee/Divulgação)
Na maior feira aberta da América Latina, a variedade de barracas transformou o lugar em um ponto de encontro da população: produtos e tradição (foto: Ana Lee/Divulgação)

Diversidade, cultura, natureza e história. No Norte do país, Belém respira tradição, seja pela arquitetura colonial, seja pelos rios, pelos igarapés e pelos canais que deságuam na Baía do Guajará. A cidade privilegia a memória do tempo. Embarcações ancoradas às margens do rio revelam os costumes paraenses. São as águas que oferecem o translado de mercadorias e a locomoção para ilhas, florestas e locais afastados. As construções rústicas contrastam com o colorido de edifícios, casas e prédios públicos. As ruas da grande metrópole carregam os estilos da Amazônia e as fortes características da culinária, da música e do artesanato movimentam o turismo. A cidade com 2,4 milhões de habitantes é cercada de fontes naturais que colocam o Pará como um dos estados mais ricos em recursos minerais e o mais populoso da região, com 8 milhões de habitantes em 144 municípios.


Belém completa 400 anos em janeiro. Mas foi a partir de 2000 que o turismo começou a despertar na região, graças às belezas naturais e às peculiaridades. Às margens da Baía do Guajará, o mercado Ver o Peso reúne artesanato, comidas típicas, ervas, acessórios e um mercado de peixes.


 O ponto de comércio, inaugurado em 1901, é a maior feira a céu aberto da América Latina e oferece aromas, sabores e exposições do Pará. Ganhou o nome popular em razão da colônia portuguesa. Por causa da facilidade em trazer mercadorias do porto, pessoas levavam os produtos para pesar e saber o preço a ser pago à coroa portuguesa. Foi quando se estabeleceu o fluxo na feira e a diversidade de gente no local.


Beth Cheirosinha, uma das feirantes mais antigas, tem remédio para qualquer mal(foto: Ana Lee/Divulgação)
Beth Cheirosinha, uma das feirantes mais antigas, tem remédio para qualquer mal (foto: Ana Lee/Divulgação)

Cheirosinha
A variedade de barracas transforma o lugar em um polo de encontros. Os traços indígenas nas louças e outros objetos marcam o artesanato. Na área de comidas típicas, a folha de jambu e a cachaça da planta fazem sucesso entre os turistas. Na parte de ervas, a promessa é de produtos alternativos que acabam com dor nos ossos, estimulam a sexualidade e trazem a pessoa amada. No mercado de peixes, o tamanho e a diversidade oferecem opções de compras. E na ala dos acessórios, bolsas e bijuterias representam o estilo paraense: uma mistura de traços e artes.


Especialista em ervas medicinais, Beth Cheirosinha tem 55 anos de idade e 49 de experiência com plantas alternativas. Ela é uma das feirantes mais antigas e populares do mercado. Na barraca da paraense tem viagra, mistura para atrativo do amor, composição para falta de memória, esgotamento físico e fraqueza, além de remédio para reumatismo, artrose, artrite, bursite e dores musculares.

 

No Ver a Peso, é possível encontrar diversos tipos de produtos, de alimentos a artesanato(foto: Ana Lee/Divulgação)
No Ver a Peso, é possível encontrar diversos tipos de produtos, de alimentos a artesanato (foto: Ana Lee/Divulgação)
 

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