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Correio Braziliense AMÉRICA DO SUL

Onde aprimorar seu paladar com os vinhos de Mendoza, na Argentina

Torne sua viagem ainda mais inesquecível ao experimentar os sabores dos vinhos de países sul-americanos. Na cidade cercada pela Cordilheira dos Andes, conheça novos lugares, estilos de vida e lindas paisagens


postado em 23/09/2016 09:00 / atualizado em 21/09/2016 11:33

(foto: Inprotur/Divulgação)
(foto: Inprotur/Divulgação)

O brasileiro aprendeu a gostar de vinho. Prova disso é o crescimento do consumo que atingiu 4,6% no primeiro semestre de 2015, em comparação ao mesmo período de 2014, segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Apesar do aumento, o brasileiro ainda não pode ser considerado um grande apreciador, com o consumo de 2 litros/habitante por ano. Quando é avaliado o consumo de vinhos finos, o número é ainda menor — 0,7 litros/habitante. Os vizinhos argentinos, por exemplo, consomem 23,46 litros/habitante anualmente; e os chilenos, 17,46 litros por habitante, de acordo com dados do Anuário Vinhos do Brasil.

Com o paladar e os hábitos aprimorados, os brasileiros descobriram o prazer da combinação viagem-degustação-aprendizado. É cada vez maior o número de turistas que deixam o país para uma visita rápida à vizinha Argentina e países próximos na América do Sul. Centro vitivinícola mais importante da Argentina, Mendoza concentra 70% da produção de vinhos do país, atraindo cada vez mais brasileiros que gostam da bebida e desejam visitar algumas das muitas bodegas dali.

A região, com seus restaurantes, adegas, caves e natureza impactante com a soberba visão dos Andes, propicia programas do tipo colher uvas, caminhar pelos vinhedos, beber uma taça em terraço, fazer degustações privadas e experimentar o melhor da culinária local.

Situada no centro-oeste da Argentina, a 1.085 km de Buenos Aires, Mendoza fica a cerca de uma hora e meia de voo da capital portenha e a meia hora de voo a partir de Santiago do Chile, país com quem faz fronteira por meio da cordilheira dos Andes e que perpetua a paisagem com sua beleza branca nos picos, que se agigantam diante do desfile quase ininterrupto de vinhedos, olivais e plantações de frutas. Se a capital não é exatamente um destino turístico em si, a atração maior fica mesmo por conta das inúmeras vinícolas da província, algumas com pousadas e restaurantes.

 

(foto: Inprotur/Divulgação)
(foto: Inprotur/Divulgação)

Há uma grande concentração delas e muitas abrem suas portas aos turistas para que conheçam seu funcionamento e degustem seus produtos. Quase todas estão localizadas em áreas afastadas do centro da cidade, por isso é prudente agendar as visitas. Um bom meio para isso é contratar uma agência especializada, que faz roteiros superinteressantes e leva até as vinícolas em vans com guias que conhecem cada recôndito local. O melhor é que você poderá beber sem medo de errar o caminho. A Ketek Eventos y Turismo (www.ketekevt.com) é uma das mais organizadas.

Uma das maiores bodegas é a Salentein, em Tunuyán, no vale de Uco, onde a visita guiada por um enólogo revela as várias fases de produção e amadurecimento dos diversos tipos de vinhos. Em seguida, degustam-se alguns deles. O que a diferencia das outras é o salão de exposição, chamado Galería Killka, com inúmeras obras de arte de artistas locais, nacionais e internacionais, que também estão à venda. Tem também uma pousada no estilo de uma estância e restaurante (www.bodegassalentein.com).

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