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Correio Braziliense NOTÁVEIS

Explore atrações turísticas erguidas em memória de estrangeiros célebres

Dom Pedro I, Almirante Barroso, Hipólito José da Costa e José de Anchieta são os forasteiros considerados heróis da Pátria. Descubra como eles honraram o país e visite lugares que os homenageiam


postado em 29/05/2017 14:29 / atualizado em 29/05/2017 14:29

(foto: Skip Moen/Reprodução )
(foto: Skip Moen/Reprodução )

A maioria das personalidades cujos nomes estão escritos no Livro de Heróis da Pátria é brasileira, mas quatro fogem à regra — nasceram longe daqui, mas deixaram sua marca na história do país. Ao conhecer um pouco da vida de cada um, há muito o que imaginar — batalhas épicas e a fundação de uma cidade, por exemplo. Sem falar na vinda da corte portuguesa para cá e no nascimento do primeiro jornal do país, dois séculos depois.

 

As rotas preparadas pelo Turismo rendem uma infinidade de memórias que o tempo não apagou. Retome o passado visitando o que ficou guardado de Dom Pedro I, Almirante Barroso, Hipólito José da Costa e José de Anchieta:

 

» Portugal

O primeiro imperador do Brasil, Dom Pedro I, nasceu e morreu no Palácio Nacional de Queluz, distrito de Lisboa, Portugal. Tanto a construção quanto os jardins são símbolo da evolução do gosto da Corte nos séculos 18 e 19. Prova disso é a presença de mobília e decoração nos estilos barroco, rococó e neoclássico. A família real viveu ali entre 1794 e 1807, quando as invasões francesas começaram e a corte veio para o Brasil. Pedro I nasceu no quarto Dom Quixote, em 1798. O quarto tem, nas paredes, episódios da obra de Cervantes. É o aposento mais conhecido do palácio.

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» Palácio Nacional de Queluz
Endereço: Largo Palácio de Queluz, 2745-191
Informações: 
www.parquesdesintra.pt

(foto: Donicke/Wikimedia Commons)
(foto: Donicke/Wikimedia Commons)
» Rio de Janeiro

Militar da Armada Imperial Brasileira, Francisco Manuel Barroso da Silva liderou o exército brasileiro na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança. Depois da vitória, ele foi premiado com a Imperial Ordem do Cruzeiro e recebeu o título de barão — em homenagem à nau capitânia que comandou na batalha. O português nasceu em Lisboa, onde há uma rua em sua homenagem. No Brasil, há dezenas de homenagens em cidades do nordeste, do sul e do sudeste. Quem visita o Rio de Janeiro pode ver uma escultura do barão feita por Correia Lima, premiado artista brasileiro, na Praça Paris — bairro da Glória.

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» Praça Paris
Endereço: Av. Augusto Severo, 342, Glória

(foto: OnixCultural/Reprodução)
(foto: OnixCultural/Reprodução)
» lhas Canárias
Nascido em Tenerife, nas Ilhas Canárias, o Padre José de Anchieta veio ao Brasil para catequizar os indígenas como parte da Companhia de Jesus, em 1553. A função dele no Brasil foi além da religiosa. Ao fundar um colégio ao redor do qual um povoado começou a se formar, ele fundou o que, hoje, é uma metrópole: São Paulo. O padre viveu lá, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo e também é tido como intelectual. Criou a primeira gramática da língua mais falada no litoral brasileiro à época, o tupi-guarani, além de poesias, cartas e autos. O Museu Anchieta, no centro de São Paulo, está dentro do complexo Patteo del Collegio e reúne um acervo sobre toda a vida do padre.

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» Museu Anchieta

Praça Pateo do Collegio, nº 2, Centro
Aberto de terça a domingo, das 9h às 16h30. Ingressos a R$ 8
Informações: (11) 3105-6899

(foto: Natalia Hoffman/Flickr)
(foto: Natalia Hoffman/Flickr)
» Uruguai

Quando o patrono da imprensa nasceu, a Colônia do Sacramento (hoje território do Uruguai) estava sob domínio de Portugal, em território brasileiro. Por isso, o diplomata e jornalista é considerado nosso conterrâneo. Patrono na cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras, editou o primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense, a partir de 1808. O veículo continha ideias liberais, como a defesa da monarquia constitucional e o fim da escravidão.

 

O prédio onde funciona a versão moderna do jornal, no Setor de Indústrias Gráficas, leva o nome do herói, cujos restos mortais estão no Museu da Imprensa, em Brasília. Em Porto Alegre, o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa tem um acervo de oito mil exemplares — entre livros e revistas, peças gráficas de publicidade e maquinário antigo. 

» Visite
Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa

Endereço: Rua dos Andradas, 959, Porto Alegre
Aberto às terças e quartas-feiras, das 14h às 18h. É necessário agendar.
Informações: www.museudacomunicacao.rs.gov.br/site

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