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Correio Braziliense NATUREZA

Experiências únicas te esperam no Instituto Inhotim, a apenas 60km de BH

Escondido no interior de Brumadinho museu a céu aberto é o maior acervo de obras contemporâneas da América Latina


postado em 20/07/2017 10:00 / atualizado em 19/07/2017 17:46

(foto: Roberto Castro/MTur)
(foto: Roberto Castro/MTur)


Quem visita a pacata cidade de Brumadinho, a apenas 60km da capital mineira, Belo Horizonte, nem imagina o acervo gigantesco de obras de arte que se esconde por lá. O município é lar do Instituto Inhotim, o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. No gigantesco terreno de mais de 780 hectares, 1.200 obras de 85 artistas de diversas nacionalidades dividem espaço com mais de 4.500 espécies de plantas. Idealizado em 1980 pelo empresário Bernardo Paz para ser uma coleção particular de arte moderna, o museu abriu as portas para o público em 2006, após trocar todo o acervo por obras contemporâneas e criar galerias para artistas nacionais e internacionais. Adriana Varejão, Lygia Pape, Matthew Barney e Cildo Meireles assinam as próprias exposições, que atraem cerca de 350 mil pessoas por ano.

 

» Confira algumas das atrações do Instituto Inhotim 

 

Sonic Pavilion, 2009
Doug Aitken (Estados Unidos)

(foto: Roberto Castro/MTur)
(foto: Roberto Castro/MTur)

O artista abriu um furo de 200 metros no solo e instalou uma série de microfones supersensíveis que captam o som emitido no interior da Terra. Os urros indecifráveis são transmitidos para dentro de uma cúpula de vidro por meio de um sistema de amplificação sonora.

De Lama Lâmina, 2004-2009
Matthew Barney (Estados Unidos)

(foto: Roberto Castro/MTur)
(foto: Roberto Castro/MTur)
 

A instalação é a última peça de uma performance que ocorreu no carnaval de Salvador, em 2004. O artista colocou um trator para percorrer as ruas da capital carregando uma árvore completamente branca, recém-arrancada do chão. Nos galhos mais altos, uma mulher representava a mãe natureza enquanto, abaixo da máquina, um homem nu representava a relação dela com o ser humano. Algumas armas de silicone fincadas no tronco da madeira representam a destruição.

Continente nuvem, 2008
Rivane Neuenschwander (Brasil)

(foto: Roberto Castro/MTur)
(foto: Roberto Castro/MTur)

A artista colocou centenas de milhares de bolinhas de isopor no teto de uma casa, com 10 aparelhos de ar-condicionado. Em horas alternadas, eles são ligados e movimentam as bolinhas, que formam os mais variados desenhos.

Linda do Rosário, 2004
Adriana Varejão (Brasil)

(foto: Roberto Castro/MTur)
(foto: Roberto Castro/MTur)

Conhecida por retratar a ruína e a violência, a artista carioca se inspirou no desabamento do hotel Linda do Rosário, em 2002, no Rio de Janeiro, para criar a obra. O acidente provocou a morte de um casal de amantes, cujas vísceras foram encontradas nos escombros da construção.

Viewing Machine, 2002-2008
Olafur Eliasson (Dinamarca)

(foto: Roberto Castro/MTur)
(foto: Roberto Castro/MTur)

A obra, baseada nos princípios do caleidoscópio, incentiva o visitante a manipular a instalação, apontando-a para um ponto de seu interesse. A sobreposição da luz em seis espelhos forma as mais variadas imagens. A ideia do artista era mostrar que uma simples ferramenta pode modificar a nossa visão de mundo, fazendo com que o observador possa sentir e perceber a si mesmo.

The 40 Part Motet, 2001

(foto: Lisa Kori Chung/Flickr )
(foto: Lisa Kori Chung/Flickr )

Janet Cardiff (Canadá)

A instalação junta 40 caixas de som que emitem as vozes únicas do coro da Catedral de Salisbury, na Inglaterra. O soneto, composto em homenagem a Rainha Elizabeth I, no século 16, tem apenas vozes masculinas, já que os homens eram os únicos permitidos a participar de grupos.

Glove Trotter, 1991

(foto: Jim Linwood/Flickr )
(foto: Jim Linwood/Flickr )

Cildo Meireles (Brasil)

Para representar o aprisionamento humano, o artista colocou uma malha de aço sobre objetos esféricos. Ele quer falar também dos valores, já que muita gente dá mais importância à bola de basquete, que é maior e está em destaque, e se esquece da pérola, menor e mais valiosa.

Através, 1983
Cildo Meireles (Brasil)

(foto: Roberto Castro/MTur)
(foto: Roberto Castro/MTur)

Cacos de vidro espalhados no chão, arame farpado, uma bola de plástico ao centro e vários objetos pendurados no teto. Com a obra, o artista quis representar a jornada humana. Quando você vai pisar no caco de vidro, acaba ficando um pouco receoso de que aquilo possa machucar; o mesmo acontece quando experimentar algo pela primeira vez. Os objetos, todos translúcidos, representam os obstáculos da vida, que, nem sempre, são tão difíceis de serem vencidos. A bola de plástico ao centro representa o objetivo final, que pode não ser grande coisa quando você finalmente consegue chegar lá.

Desvio para o vermelho: Impregnação, Entorno, Desvio, 1967
Cildo Meireles (Brasil)

(foto: Roberto Castro/MTur)
(foto: Roberto Castro/MTur)

Durante a carreira, o artista plástico Cildo Meireles defendeu que o colecionismo não precisava, necessariamente, ser de objetos. A obra consiste em uma sala onde tudo é vermelho. Dos móveis aos alimentos encontrados dentro da geladeira, tudo tem essa cor. A única exceção é uma pena preta, encontrada na gaveta de uma estante vermelha.

Origem
Quando questionados sobre a inspiração para o nome da instituição, funcionários do museu explicam que, antes de receber as obras de arte, o local pertenceu a uma empresa mineradora que, na época, era administrada por um inglês chamado Timothy. Já que o nome não era fácil de pronunciar, as pessoas começaram a chamá-lo de senhor Tim. Como o mineiro tem o costume de abreviar algumas palavras, com o tempo, ele acabou virando o “nhô” Tim, nome que foi apropriado pelo museu.

 

Tome nota

Horário de funcionamento
Terças, quartas, quintas e sextas-feiras, das 9h30 às 16h30; sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30.

Ingressos
De terça a domingo: R$ 40 (meia entrada); quartas-feiras (exceto feriado): entrada gratuita; crianças de até cinco anos não pagam.

Para mais informações
www.inhotim.org.br ou (31) 3194-7300/3571-9700.

Como chegar

O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60km de Belo Horizonte. O acesso é pelo km 500 da BR-381, sentido Belo Horizonte-São Paulo, ou pela BR-040, sentido Belo Horizonte-Rio de Janeiro.

 

Dicas rápidas

»Compre seu ingresso on-line (www.inhotim.org.br) e evite as filas da bilheteria.

»Use roupas e calçados confortáveis e não se esqueça do protetor solar.

»Se você não quiser ter que andar entre as obras, pode comprar a pulseira que dá acesso aos carrinhos que circulam pelo instituto. A credencial custa R$ 28 e os automóveis têm rotas predeterminadas. Quem quiser alugar um carrinho exclusivo vai ter que desembolsar R$ 500 por diária ou R$ 200 por hora.
»Dê uma olhada na programação. De tempos em tempos, o instituto promove atividades gratuitas.
»Separe um dia ou mais para conhecer as obras e apreciar a natureza do Inhotim.

 

* O estagiário, sob a supervisão de Ana Paula Lisboa, viajou a convite do Ministério do Turismo.  

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