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Correio Braziliense BARRA

Para ficar e aproveitar: descubra onde se hospedar na Barra

A inauguração de hotéis na região da Barra abre novas opções para os turistas. A grande maioria foi construída em frente à praia, com a vantagem da paisagem, além da tranquilidade


postado em 15/12/2017 10:00 / atualizado em 13/12/2017 18:41

O Laghetto tem piscina de borda infinita, que acentua a paisagem com o azul do mar (foto: Laghetto/CB/D.A Press)
O Laghetto tem piscina de borda infinita, que acentua a paisagem com o azul do mar (foto: Laghetto/CB/D.A Press)


Os visitantes têm muitas opções de hospedagem na Barra da Tijuca. Os hotéis que estão na orla têm uma vista privilegiada e são os que atraem o maior número de turistas. Por ser um bairro novo, a maioria dos prédios tem  arquitetura e decoração modernas, ao contrário dos tradicionais hotéis da Zona Sul. Conheça dois deles. 
A rede Laghetto de hotéis chegou ao Rio de Janeiro em março, com a mesma proposta da serra gaúcha:excelência no atendimento, qualidade na gastronomia e serviços personalizados. São 311 apartamentos, todos com vista parcial ou total para o mar. O Laghetto  Stilo BarraRio tem piscina de borda infinita, spa e rooftop. A rede oferece alguns mimos como o cardápio de travesseiros e pacotes românticos.

O preço das diárias é suave se comparado ao cobrado na Zona Sul. Varia de R$ 350 a 400. A suíte presidencial custa aproximadamente R$ 800, dependendo da época. Quem deseja aproveitar o fim de ano para conhecer o novo Laghetto deve se apressar, porque os quartos estão disputados para os últimos dias do ano.

Shiso, do Grand Hyatt: restaurante japonês te dois garfos do Guia Michellin(foto: Grand Hyatt/Divulgação )
Shiso, do Grand Hyatt: restaurante japonês te dois garfos do Guia Michellin (foto: Grand Hyatt/Divulgação )

Decepção no Hyatt

O hotel mais luxuoso na orla da praia é o Grand Hyatt. Não fosse um ataque de percevejos (leia Depoimento) sofrido pela repórter Renata Rusky — que viajou a convite do hotel, nele há tudo o que se precisa para ser feliz. E um pouco mais. Inaugurado há dois anos, com projeto do escritório Apu Bushelberg, tem quartos com vista para o mar e para a Lagoa de Marapendi, piscina, academia, sauna, spa, dois restaurantes maravilhosos, além de padaria e patisserie próprias, responsáveis pelas delícias do café da manhã.

Os drinks do restaurante brasileiro Cantô são pedida obrigatória, em especial a caipirinha com licor de açaí, que vai bem com o polvo no coco. Ali, encontra-se uma comida mais tradicional.

O restaurante japonês do hotel vale um parágrafo à parte. Nas mãos da chef Mirian Moriyama, o Shiso traz uma culinária japonesa tradicional. Ele tem dois garfos no Guia Michellin. O menu degustação harmonizado com saquê é uma explosão de sabores e a apresentação dos pratos também não deixa nada a desejar. Aproveite para pedir um chá de Shiso e conhecer essa folha que lembra vagamente a de hortelã.

 

Virei jantar de percevejos

Na primeira noite hospedada no Grand Hyatt, achei que estivesse com alergia a frutos do mar, porque acordei com algumas bolinhas nas costas. Estava tão cansada que dormi rápido. No dia seguinte, comi frutos do mar mais uma vez, disposta a pagar o preço. A coceira voltou a piorar.“Tudo bem, aceitei isso quando decidi comer aquele ouriço”, pensei. Acendi a luz e comecei a ver bichos e mais bichos no lençol da minha cama.

Liguei na recepção: “Minha cama está cheia de bichos. Acho que é percevejo”. Sobe um homem com um lençol dobrado na mão. Lembro de ter sentido um pouco de raiva de terem achado que uma roupa de cama nova bastaria. Mostrei a ele e procurei confirmação. Ele não quis confirmar: “Vou ter que ligar para o meu supervisor”. E ligou. A voz dele mostrava que o assunto era sério. Do outro lado da linha, veio a ordem para me trocar de quarto.

O quarto era do tamanho do meu apartamento em Brasília. O novo era ainda maior. Recebi uma ligação perguntando se eu queria remédio. Respondi que não, mas confesso que eu não fazia ideia se o inseto passava doença. Pesquisei sobre o assunto e enviei uma mensagem à assessora de imprensa relatando o problema, e ela disse que o hotel tinha que cuidar daquilo. 

Passei a noite em claro. Usei o secador em meu cabelo e em todas as minhas roupas, nos meus sapatos, na minha mala, como a internet dizia para fazer. Passei pente fino no cabelo. Pedi para um colega contar a quantidade de picadas nas costas. Ele deu uma parada para respirar no 62º e achei que estava no fim. Mas não: mais de cem! Braços e barriga também somavam mais de cem.

No café da manhã, a assessora me informou que o gerente de marketing do hotel pedia desculpas pelo acontecido e dizia que era a primeira vez que aquilo acontecia. Finalmente, no horário do almoço, encontrei o gerente de marketing. Ele me cumprimentou como se nada houvesse acontecido, mas notei o olhar assustado para minhas feridas. Ninguém me pressionou. Pediram desculpas, disseram que estavam tomando as providências para resolver o problema e que se eu precisasse de algo, era só falar. 

Em Brasília, larguei a mala no quintal e fui ao hospital. O médico disse que eu estava realizando a vida dele. “É bom ter algo diferente no plantão. A gente só vê isso no interior e mais frequentemente em criança”, contou. Explicou como havia pequenos conjuntos de picada no meu corpo e mostrou que eles formam pequenos caminhos. Cada um deles era de um percevejo diferente. Tomei uma injeção de antialérgico no músculo e um antialérgico na veia.

No dia seguinte, mais coceira. Fervi minhas roupas para me livrar de qualquer vestígio do bicho e deixei a mala lá fora. Em um dia ensolarado, deixo-a no sol. (Renata Rusky)


Hotel lamenta episódio isolado

Por meio da assessoria de imprensa, o Hotel Grand Hyatt lamentou o episódio e enviou explicações sobre o fato. Em nota, ressaltou que aquela foi a primeira vez que houve um incidente semelhante e garantiu que a acomodação — e as acomodações vizinhas — foram inspecionadas por uma empresa de controle de pragas. “Todas as acomodações estão seguras”, garante a nota.

“O Grand Hyatt Rio de Janeiro lamenta o ocorrido com a repórter Renata Rusky durante os dias em que esteve no Rio de Janeiro. Ao detectarmos o problema, mudamos a hóspede de quarto imediatamente, demos todo o suporte a ela e iniciamos uma investigação sobre o ocorrido. O que aconteceu tem caráter totalmente extraordinário e todas as providências já foram tomadas. A segurança de nossos hóspedes é nossa prioridade.

Acionamos imediatamente a empresa credenciada para controle de pragas, que realizou o tratamento na mesma hora no quarto em que o problema foi detectado e também nas acomodações localizadas ao seu redor para evitar qualquer risco de contágio. Todas as acomodações estão seguras. A possível causa foi o transporte deste inseto em uma mala de outro hóspede, que estava no hotel no mesmo momento. O inseto resiste a longas viagens e é quase imperceptível pelo seu pequeno porte. 

Esta foi a primeira vez que um caso assim foi reportado ao hotel. Seguimos o protocolo de trocar a hóspede de acomodação e dar todo o suporte necessário, incluindo a disposição para custear lavagens específicas ou tratamentos necessários. Assim que tomamos conhecimento do fato, acionamos a empresa de controle de pragas para as ações necessárias.

* Viagem a convite da rede Lagghetto

** Viajou a convite do Grand Hyatt

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