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Correio Braziliense PETS

Viaje com seu animalzinho, confira os cuidados para curtir bastante

Sejam férias, seja fim de semana prolongado, sair com o animal de estimação exige mais planejamento. Siga as dicas do Turismo, prepare-se com bastante antecedência e curta o seu amigo


postado em 29/01/2018 10:00

 

Nas Viagens internacionais, é preciso ter um microchip(foto: Jenn(Yana)/Flickr)
Nas Viagens internacionais, é preciso ter um microchip (foto: Jenn(Yana)/Flickr)


Se você vai viajar e pretende levar seu animal de estimação, é importante planejar com antecedência o transporte e a documentação. As regras variam para viagens nacionais e internacionais. Algumas delas, mudam também de país para país. Mas, antes de fazer a reserva, peça todos os esclarecimentos que considerar necessários à companhia aérea ou à agência de viagens, porque as exigências podem variar de acordo com a empresa.

Os animais podem transmitir doenças que afetam até mesmo os humanos, podendo transportar parasitas eventualmente presentes em determinado país, causando danos em outra localidade. Para o auditor-fiscal federal agropecuário Oscar Rosa, que atua no posto Vigilância Agropecuária Internacional do aeroporto de Brasília, “há uma preocupação muito grande com a saúde da população e dos animais”.

(foto: Antoine Grady/Flickr)
(foto: Antoine Grady/Flickr)


As viagens nacionais exigem atestado sanitário, emitido pelo veterinário do animal, garantindo o bom estado de saúde, e a carteira de vacinação antirrábica atualizada. As companhias aéreas fazem regras específicas sobre o tamanho e o material utilizado na caixa de transporte do animal.

Mas, para o exterior, as exigências são maiores e determinadas pelas autoridades locais. Os países que compõem o Mercosul autorizam o trânsito de animais somente com o passaporte para cães e gatos, documento expedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que deve estar devidamente atualizado e legalizado por profissional autorizado, contendo todos os dados do animal e as vacinas já tomadas.

É necessário que o animal tenha um microchip de identificação. Para obter todas as informações necessárias para a emissão do passaporte, acesse: www.agricultura.gov.br/assuntos/vigilancia-agropecuaria/animais-estimacao/passaporte-caes-e-gatos. O documento é válido somente para cães e gatos.

As companhias aéreas fazem exigências diferentes. Países do Mercosul pedem o passaporte do animal(foto: Liztimetravels/Flickr)
As companhias aéreas fazem exigências diferentes. Países do Mercosul pedem o passaporte do animal (foto: Liztimetravels/Flickr)

 

Se o viajante for para países que fazem parte da União Europeia, também vai precisar implantar o microchip no animal e, em seguida, vaciná-lo contra a raiva. Depois de 30 dias, deverá procurar um veterinário e solicitar o exame de sorologia, que será enviado para o único laboratório credenciado no Brasil, em São Paulo.

Depois de 90 dias da coleta do sangue, deverá dirigir-se a um dos postos do Vigiagro com o laudo da sorologia, atestado sanitário e carteira de vacinação atualizada, onde será emitido o Certificado Veterinário Internacional (CVI). O processo todo pode levar até 120 dias. O Japão é outro exemplo de país que exige a sorologia para emissão do CVI. Nesse caso, o prazo mínimo é de 180 dias entre a sorologia e a entrada do animal em território japonês. Além disso, é preciso comunicar às autoridades sanitárias locais com 40 dias de antecedência da viagem.

Estados Unidos e Canadá exigem apenas o atestado sanitário sobre o bom estado de saúde do animal e comprovantes de vacinação antirrábica, que deverão ser levados ao posto da Vigilância Agropecuária Internacional para emissão do CVI. Para mais informações, acesse o site do Mapa ou procure o posto de Vigiagro mais perto.

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