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Correio Braziliense HISTÓRIA

Mergulho no tempo, saiba mais sobre as Pirâmides em Teotihuacan

Localizadas no México, fizeram parte do primeiro núcleo urbano da chamada Mesoamérica


postado em 12/02/2018 10:00

(foto: Henry Romero/Reuters - 21/3/11 )
(foto: Henry Romero/Reuters - 21/3/11 )


Ainda incompreensíveis, a despeito de estudos desenvolvidos em várias partes do mundo, as pirâmides exercem um fascínio independentemente de idade, sexo ou disposição física e mental para encarar suas íngremes escadas de pedra ou seus intrigantes entornos. Em Teotihuacan, a Cidade dos Deuses, distante 45 quilômetros da capital mexicana, as possibilidades para mergulhar na história do primeiro núcleo urbano da chamada Mesoamérica podem começar pelos vestígios deixados nas paredes de várias pequenas construções ao longo da Calzada de los Muertos, com seus quatro quilômetros de extensão.

Não importa o burburinho de turistas e vendedores do artesanato típico. Caminhar entre os labirintos de muros decorados com imagens de animais e utensílios isola o pensamento no presente e faz parar o tempo. O desejo de entender a vida daqueles aldeões ali, cerca de 2.400 anos atrás surge sem que o visitante perceba. Antes da subida às pirâmides — a singular Pirâmide do Sol exibe sua base com cerca de 730 pés de largura e seus 200 pés de altura — a energia que toma o corpo e a mente guia sem pressa os pés pelos arredores da cidade esquecida.

(foto: Ronaldo Schemidt/AFP - 24/3/11 )
(foto: Ronaldo Schemidt/AFP - 24/3/11 )

 

De fato, nem mesmo os pesquisadores têm segurança suficiente para explicar como era a população de 5 mil habitantes que se fixou no local. Menos ainda, sabe-se porque eles abandonaram uma cidade tão cuidadosamente planejada. Além da impressionante arquitetura, as aldeias contavam com o traçado urbano, redes de drenagem e saneamento.


O apogeu daquela civilização teria ocorrido entre 450 e 650 anos d.C., quando abrigou mais de 100 mil moradores, de vários povos da região central do México. A cidade chegou a envolver mais de 20 mil quilômetros quadrados, contemplando 2 mil conjuntos de casas. Patrimônio da Humanidade sob proteção da Unesco, trata-se um dos pontos turísticos mais buscados no país. Entre as construções remanescentes está o Tempo de Quetzalpapálotl, que era habitado pela elite teotihuacana. A denominação significa “mariposa preciosa”, ave descrita em entalhes nas colunas que delimitam o pátio central do edifício. Elas fazem parte dos pórticos que conduziam à entrada das principais habitações.

A imponente Pirâmide do Sol exibe sua base com cerca de 730 pés de largura e 200 pés de altura(foto: Mariana Moreira/CB/D.A Press)
A imponente Pirâmide do Sol exibe sua base com cerca de 730 pés de largura e 200 pés de altura (foto: Mariana Moreira/CB/D.A Press)


O conjunto ou palácio dos jaguares representa em finos traços quatro felinos que parecem posar sobre uma figura geométrica abrigada em mãos que os sustentam. Eles decoram as paredes de perfil, como que colocados simetricamente e voltados ao principal acesso à construção.

Segundo os pesquisadores que descobriram Teotihuacan, já abandonada, como grandes centros urbanos que conhecemos hoje pelo mundo, aquela era uma cidade de grande importância política, econômica e cultural. Do alto das pirâmides do Sol e da Lua, a surpreendente visão é parte essencial da visita para uns, mas, para outros, talvez não tão intrigante quanto o solo inquietante que os pés pisam. Basta descobrir que parte dessa espécie de santuário arqueológico toca mais a alma e o espírito. O acesso é fácil partindo da Cidade do México por ônibus urbano e de turismo, van ou táxi.

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