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Correio Braziliense MUSEUS

A cara da riqueza, explore o Palácio de Versalhes

Fruto de um sonho ambicioso idealizado por Luiz XIV no século 17, o Palácio é um legado de luxo e poder que fica a poucos minutos de Paris


postado em 12/03/2018 10:00 / atualizado em 07/03/2018 18:57

Entre abril e outubro, acontece o espetáculo das águas dançantes nas fontes dos jardins (foto: Only tradition/Flickr)
Entre abril e outubro, acontece o espetáculo das águas dançantes nas fontes dos jardins (foto: Only tradition/Flickr)


Localizado a 20 quilômetros de Paris, o Palácio de Versalhes recebeu há mais de 30 anos o título de patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. Ao passar pelo luxuoso portão de entrada do palácio, nós, visitantes comuns, somos convidados a reviver o glamour de um legado deixado pelo jovem rei visionário Luiz XIV (1638-1715). O ouro que reluz dos adornos desse portão é uma pequena mostra de tudo o que será visto lá dentro. Uma das mais bonitas realizações das artes francesas, Versalhes é uma ode ao luxo, ao poder e ao delírio de um rei que deixou sua marca na história.

Considerado um dos maiores do mundo, o Palácio de Versalhes tem 2.153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque. Boquiabertos ficamos ao perceber que no auge da opulência barroca, lá no século 17, o modesto pavilhão de caça da família real francesa foi transformado no mais luxuoso palácio daquela época. É o tributo à ambição de um rei sonhador que aspirava alcançar, segundo alguns, “além do suntuoso e estupendo” L’état cést moi (o Estado sou eu), dizia-se o monarca absoluto, conhecido como “Rei Sol”. Cercado por uma corte de dois mil nobres e 18 mil soldados e criados, Luís XIV criou um ambiente de luxo ostensivo para impressionar os visitantes com o esplendor da França e de sua real pessoa.

Antes de entrar no palácio, explore cada contorno, fonte, árvore, grama do inesquecível jardim simétrico e único — para muitos, um solo sagrado de tanta beleza e perfeição. Ao caminhar por seus labirintos é preciso pedir licença às esculturas dos deuses gregos que parecem estar lhe dando boas-vindas. A fonte de Apolo, com os cavalos dourados emergindo da água ao final dos jardins, é o local mais bonito de se ver! Em 1669, o arquiteto Louis Le Vau (1612-1670) foi incumbido de transformar um pavilhão de caça no maior e mais rico palácio da Europa. A primeira tarefa foi drenar os enormes pântanos e nivelar as terras pertencentes ao palácio. Foram necessários cerca de 36 mil operários, na sua maioria mão de obra negra vinda de África.

Ao entrar no grandioso palácio, o luxo é arrepiante. É possível percorrer uma infinidade de espaços e se deslumbrar com a grande riqueza artística, entre ss quais vale destacar a enorme capela e os grandes aposentos do rei e da rainha.

Galeria dos Espelhos, exemplo máximo do luxo do Palácio (foto: RayCamargo/Flickr)
Galeria dos Espelhos, exemplo máximo do luxo do Palácio (foto: RayCamargo/Flickr)

Mas, sem dúvida alguma, a impressionante Galeria dos Espelhos. Com 73 metros de comprimento, a galeria toda em ouro e lustres de cristais translúcidos desorienta a percepção de qualquer turista diante dos seus 375 espelhos. Trata-se de um dos espaços mais importantes do palácio, já que foi o lugar onde, em 1919, foi assinado o Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial. Famílias locais e turistas de várias partes do mundo passam o dia inteiro visitando Versalhes. E, se você for parar para pensar, um dia ainda é pouco. Visitar o museu, circular entre os diversos jardins e fontes, andar de barco no grande lago, deitar na grama e se esquecer do tempo merece todo o fim de semana. E a melhor época para visitar o palácio é de abril a outubro, quando é possível assistir aos espetáculos das águas dançantes.


Funcionamento

De 1º de abril a 31 de outubro 

Palácio: de terça a domingo, das 9h às 18h30. Jardim: todos os dias, das 8h às 20h30.

De 1º de novembro a 31 de março 
Palácio: de terça a domingo, das 9h às 17h30. Jardim: todos os dias, das 8h às 18h.

Preço: 15 euros (menores de 18 anos não pagam)

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