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Correio Braziliense NOVA ORLEANS

Descubra música e magia pelo French Quarter

Para aproveitar o segundo dia em Nova Orleans, confira algumas sugestões de passeios pelo famoso bairro francês


postado em 23/03/2018 10:00 / atualizado em 22/03/2018 16:18

Café du Monde fundado em 1862, tem cerca de 400 lugares e funciona dia e noite na Decatur Street(foto: Rafael Alves/CB/D.A Press)
Café du Monde fundado em 1862, tem cerca de 400 lugares e funciona dia e noite na Decatur Street (foto: Rafael Alves/CB/D.A Press)

MANHà

Na “porta de entrada” do French Quarter, o secular Cafe Du Monde (inaugurado em 1862) é o ponto de encontro de todos os que estão nessa região histórica de Nola pela manhã. Para conseguir se sentar em uma das centenas de mesas e apreciar a deliciosa combinação café au lait com beignets, é preciso agilidade e iniciativa. Se avistar um assento vazio ou com alguém prestes a sair, aproxime-se e tome conta. Apesar dos muitos e muitos garçons andando de um lado para o outro, eles vão ajudá-lo pouco nisso. O foco deles é servir. Dali, basta atravessar a Rua Decatur e começar o passeio pela Praça Jackson.

Ao redor desse marco histórico de inúmeras batalhas, hoje estão belíssimos casarões com varandas em estilo espanhol e o imponente conjunto arquitetônico formado pela Catedral de Saint Louis, o Cabildo e o Presbitério, os dois últimos, atualmente museus. Logo na esquina, é possível visitar o Muriels, restaurante com fama de mal-assombrado e no qual os garçons deixam sempre uma mesa montada com comida e bebida para o fantasma do antigo dono do imóvel, que se matou no andar de cima devido a dívidas no jogo.

Caminhe em direção ao French Market, onde diariamente comerciantes vendem de tudo numa feira coberta e com ótimas opções para lembranças de viagem. Mais alguns passos e você chegará ao Museu do Jazz de New Orleans. Com um rico acervo (ainda não totalmente aberto ao público) de instrumentos musicais, fotos e áudios de personalidades do ritmo nascido na cidade, é um ponto de passagem obrigatório de quem está na cidade. Dependendo da época do ano, é possível acompanhar shows de jazz ao vivo nos jardins do belo prédio (uma antiga casa de moedas) ou nos confortáveis anfiteatros do museu. Uma das peças mais significativas do acervo é o primeiro trompete usado pelo lendário Louis Armstrong aos 11 anos.

Casa enfeitada com caveiras para o feriado de Halloween no Garden District em New Orleans(foto: Rafael Alves/CB/D.A Press)
Casa enfeitada com caveiras para o feriado de Halloween no Garden District em New Orleans (foto: Rafael Alves/CB/D.A Press)

TARDE

De volta ao French Quarter, um bom local para almoçar e curtir ótimos drinks e o restaurante Tableau, que fica no número 616 da Rua Saint Peters, atrás da catedral. Enquanto aprecia as iguarias da culinária creole no sobrado de um teatro, é possível ouvir os músicos que se reúnem para tocar ao redor da Praça Jackson. Dali, uma visita famosa é o Museu do Vudu, no número 724 da Rua Dumaine. Saindo de lá, uma parada no número 533 da Royal Street, onde está A coleção histórica de Nova Orleans é essencial para se entender a história da cidade, sua música e seus personagens. No prédio há exposições constantes e imperdíveis.

NOITE

Um jantar no Antoine’s (713, Saint Louis Street), restaurante que passa de pai para filho há 176 anos e coleciona celebridades e políticos de todo o mundo entre os clientes, é um ótimo começo de noite. Mas, para encerrar o segundo dia de viagem pela cultura de Nola, nada melhor que ouvir uma inesquecível e emocionante apresentação ao vivo com os melhores músicos de jazz da cidade no Preservation Hall. O casarão no 726 da Rua Saint Peters parece cair aos pedaços, mas é o templo atual da boa música em Nova Orleans. Como o local é pequeno, muito pequeno, chegue com pelo menos 30 minutos de antecedência para tentar um ingresso na fila das apresentações, que ocorre todos os dias às 18h, 20h, 21h e 22h. A regra lá dentro é não usar celular. Fotos? Nem pensar. Depois de ter a maior experiência musical da sua vida, o melhor é sair andando a esmo nas ruas. Boa noite!

 

Inspiração francesa

Fundada em 1718 por colonizadores franceses e nomeada em homenagem ao duque de Orleães, Filipe, então chefe de Estado da França, Nova Orleans sempre foi um centro portuário de intensa movimentação. Sua localização estratégica entre o Rio Mississippi e o acesso ao Golfo do México levou a cidade a intensos conflitos e trocas de comando. Em 1763, o Tratado de Paris transferiu à Espanha o controle de Nova Orleans e demais terras da Luisiana a oeste do Mississippi. A mudança provocou uma sangrenta rebelião em 1769. Nas décadas de 1780 e 1790, dois gigantescos incêndios devastaram a cidade. Em 1800, acordo secreto entre Espanha e França devolveu toda a região da Luisiana aos franceses. O governo dos Estados Unidos descobriu a negociação somente três anos depois. Então, decidiu comprar o estado e anexá-lo ao país.

 

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