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Correio Braziliense NO AR

Um novo jeito de voar, conheça o "uber" de avião

Aplicativo brasileiro permite o compartilhamento de jatinhos por um preço acessível


postado em 26/03/2018 10:00 / atualizado em 22/03/2018 18:13



No início, voar era para os pássaros. Até que o homem construiu os aviões e os muito ricos descobriram os encantos de ter uma aeronave para chamar de sua. Viajar em jatinhos ou helicópteros é um serviço muito caro. E algumas empresas chegam a cobrar R$ 50 mil no trecho Brasília/São Paulo, por exemplo. Mas desfrutar da comodidade, do luxo e do conforto a que milionários estão acostumados pode estar na ponta do dedo. Um aplicativo criou um sistema de compartilhamento de voos não comerciais (www.flyflapper.com).

Com ele, é possível dividir um trecho com outras pessoas que seguem para o mesmo destino em voos particulares e tarifas comerciais. Para quem tem o hábito de comprar os bilhetes aéreos on-line, é uma “mão na asa”. Até o momento, a Flapper possui rotas entre capitais, São Paulo e Rio de Janeiro, e as cidades de Búzios e Angra dos Reis. A empresa pretende lançar voos para Belo Horizonte e Brasília no segundo semestre. O preço médio por assento das viagens varia entre R$ 750, nos trechos entre as capitais e R$ 300/R$ 600 nas cidades do litoral.

Segundo o CEO da empresa que criou o app, Paulo Malicki, o plano é atrair mais viajantes para o mercado de aviões particulares, que cresce no Brasil. Isso, acredita o empresário, “ajuda o mercado a aumentar seu tamanho, mesmo durante a crise.” A expectativa é de que o mercado de aviação executiva (jatos e helicópteros), que atualmente conta com 300 mil usuários no país, cresça ainda mais. “Cruzando dados do Serasa (pessoas com receita de R$ 10 mil por mês ou mais) com dados de Facebook (viajantes frequentes), chegamos ao número de 2,8 milhões de potenciais clientes”, explica ele, que foi sócio da Easy Táxi no Brasil.

O gerente sênior de marketing Lucas Amadeo passou a utilizar o serviço por viajar com muita frequência. “Não preciso perder tempo nas filas nem enfrentar burocracias da aviação tradicional. Deu muito mais dinamismo às minhas viagens”, afirma. Amadeo, que já fez quatro voos pela Flapper, garante que o custo-benefício é “muito bom”, além de ser uma oportunidade para fazer contatos profissionais. “ Todas as experiências foram excepcionais. Estou planejando o dia em que vamos pegar um jatinho depois do trabalho e fazer um happy hour no Rio de Janeiro, de frente pro mar.”

Aeronaves

A empresa utiliza modelos King Air 250, Legacy 600, Phenon 100 e Pilatus PC-12, entre outros. Aos fins de semana, para Angra dos Reis e Ubatuba, são feitos com aviões Cessna Grand Caravan EX. Os aviões são homologados pela ANAC, com licença TPX, e operados por parceiros da Flapper, principalmente ICON Aviation — a nova fusão de CB Air e Global Aviation. Os voos são postados com horário sugerido de partidas e os dois primeiros passageiros podem fixar o horário exato de saída.

Como voar


Ao baixar o aplicativo, o passageiro se cadastra, escolhe o destino de preferência e o sistema disponibilizará os jatos para o número determinado de passageiros, assim como os aeroportos disponíveis.  O usuário pode escolher a aeronave, o número de assentos que deseja, o horário de voo disponível e a forma de pagamento, finalizando a compra no próprio aplicativo.

*Estagiária sob supervisão de Taís Braga

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